quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ela

Todas as mulheres
Todas elas
E seu jeito de olhar
E falar
E Surpreender
Umas que encantam
Outras que excitam
Várias delas gritam
Outras falam baixo
Algumas são mais jeitosas
Outras menos
Mas todas tem algo bom
Essa não
Era apenas uma buceta
E um rosto
E nunca seria mais do que isso.

De vermelho são

O que teme mulher
Tem os cabelos vermelhos
Os olhares angulares
A vontade louca de sorrir
Talvez não tenha os dias mais lúcidos
Talvez não tenha os dias mais puros
E quem é que tem?
Faça o caminho do louco
Viva vidas alternativas
Mas não deixe de se sentir viva.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Feliz aniversário

Um, dois, três
Cinco , dez , cinquenta
Os anos se passam
As velas se apagam

Rugas, cabelos brancos
O corpo flácido
Decadente, a morte certa que se aproxima
Como mais um ano que se foi

As pessoas, as paixões
Tudo que amamos um dia
Transcendem nossa memória
E viram simples lembranças

O primeiro beijo, o sorriso
Aquele olhar apaixonado
Enchem meus olhos de lágrimas
Quando percebo que o que vivi, passou

Guardo comigo fotografias
De mais um daqueles anos lúcidos
O ciclo simples e cruel da vida
Arranca-me sorrisos nesse dia

O silêncio do mundo lá fora
O barulho da minha mente
E o ritmo das coisas
Aparecem pra desejar pra mim

Um feliz aniversário

Cinquenta e quatro

Seis horas da tarde
Seis olhares que já não tenho mais
Seis doses no corpo
Seis anos de histórias
Seis vidas paralelas
Seis chances de ser feliz
Seis finais trágicos
Seis formas de realidade
Seis minutos resumem tudo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não sei me despedir de você

O poema que eu não queria escrever
Nos conhecemos e tudo aconteceu como um sonho bom
Passamos horas e horas juntos
Sorrimos
Choramos
Fizemos planos
Dividimos momentos
Sonhos
Olhares
Dos mais loucos
Aos mais lúcidos
Dias
Tardes
Madrugadas
Escolhemos os nomes dos nossos filhos
E dos guardiões da casa
Contamos histórias de nossas vidas
Falamos dos nossos medos
Das nossas inseguranças
E da vontade louca de encontrar alguém
Que nos aceitasse como éramos de verdade
Eu te encontrei
Você me encontrou
E juntos escrevemos uma história
E decidimos que estarimos juntos
Até o fim
Voltamos a rotina
E com ela, ficamos distantes
Eu senti sua falta
Me desesperei em alguns momentos
Errei sim
Várias vezes
Como um bom humano que sou
Tentei diversas vezes não errar
Mas não entendi claramente a mensagem que tentava me dar
Se você decidir que é mesmo a hora de partir
Eu vou, mas como uma cara que jamais será inteiro novamente
Porque a minha metade, fica no caminho
E eu trilho o meu
O caminho do homem que perde o amor da sua vida.

Air

Air é uma dupla francesa de música eletrônica, formada no ano de 1995 por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel.

O nome da banda é uma sigla para Amour, Imagination, Rêve (em português, 'Amor, Imaginação e Sonho'). O Air costuma fazer parte das bandas sonoras dos filmes de Sofia Coppola.

Os trabalhos desta dupla francesa se iniciaram com o EP Premiers Symptômes, seguido de Moon Safari, álbum aclamado pela crítica; da reedição de Premiers Symptômes (1997); da banda sonora do filme de Sofia Coppola, The Virgin Suicides, e dos álbuns 10.000Hz Legend, Everybody Hertz (feito em 2002, com um remix das principais músicas de 10.000Hz Legend), Talkie Walkie, Pocket Symphony e Love 2.

Discografia
Moon Safari (1998)
The Virgin Suicides (2000)
10 000 Hz Legend (2001)
Talkie Walkie (2004)
Pocket Symphony (2007)
Love 2 (2009)
Le Voyage Dans La Lune (2012)

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Eu quero ser eu.

Ela acorda
Branca e serena
Os olhares angulares
Refletem o sol
Que reflete seu rosto
No espelho
Temos espelhos
Redondos, concavos
E uma noite mal dormida
Ela olha pela janela
Vê a grama verde
Coberta da brisa da manhã
Prepara uma boa dose de café
Não
Ela não gosta de café
Seus olhos a guiam por caminhos em que ela não se localiza
A noite chega
O dia chega
A noite vai
O dia chega
A tarde vem
E traz o alcool
Que nem sempre a acompanha
Sua vida tem trilha sonora
Todos os dias sente o som externo ao caminhar pelas ruas
Ela olha
E tem uma só certeza
De ser
Quem desejou ser

Medianeras - Buenos Aires Na Era do Amor Virtual

Urbano, jovem, inspirado, atual, divertido, inteligente, charmoso. Sim, los hermanos argentinos, ainda que com coprodução espanhola, conseguiram de novo e realizaram mais um ótimo filme: Medianeras, que recebe o subtítulo (questionável? dispensável?) Buenos Aires na Era do Amor Virtual.

Com muito estilo, Medianeras foca toda a sua narrativa sobre duas solitárias almas portenhas: Martin (Javier Drolas), um escritor travado que detesta sair de seu pequeno apartamento, e Mariana (a bela espanhola Pilar López de Ayala, de Lope), recém-traumatizada pelo término de um relacionamento. Ambos moram na povoada e metropolitana Buenos Aires, mas sofrem de um dos maiores males do século: o isolamento. E sua consequente solidão.

Como diz Martin, “Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada?”. Não se trata porém, como o subtítulo pode sugerir, de uma crítica à era virtual em que vivemos. O isolamento dos protagonistas parece ser muito mais um fruto da degeneração das relações sociais advindas do excesso de urbanização que propriamente um fenômeno deste período tecnológico. Uma solidão intrínseca, existissem ou não os computadores e a internet.

Talvez com uma ponta de inveja, talvez para melhorar nossa autoestima brasileira, vale dizer que Medianeras tem um certo toque de Jorge Furtado. Principalmente pela narração espirituosa e do bom texto que pontua toda a ação com saudáveis doses de sarcasmo e observações pertinentes. Como, por exemplo,”O que se pode esperar de uma cidade que dá as costas para o seu rio?”, numa ácida crítica à capital argentina.

Mas as comparações param por aí. O filme tem personalidade forte e própria, e acerta ao transformar o mau humor e a empáfia argentinos (nestes pontos eles se parecem com os franceses) em matéria-prima para a sua própria autoironia.

O filme é o desdobramento do curta homônimo realizado em 2005 pelo menos diretor (Gustavo Taretto, agora aqui estreando na direção de longas), com o mesmo ator principal, e muito premiado em festivais internacionais. Fazer do curta um laboratório para o longa funcionou: este novo Medianeras ganhou os Prêmios de Público da Mostra Panorama do Festival de Berlim e no recente Festival de Gramado.


Crítica: Celso Sabadin/Cineclick

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Citações - Parte 11

Um poeta nunca fica triste por muito tempo, ele transforma suas tristezas, em histórias.

Intragável

Sentou sozinho no bar
Tinha os cabelos
As orelhas
Enxergava bem
Via as pessoas passarem
Os sorrisos aparecerem
Mas estava ali
Sentado sozinho no bar
Não tinha mais aqueles sorrisos
Não tinha mais aqueles olhares
Não tinha mais vontade de fazer qualquer coisa
Ele sentou sozinho no bar
Pediu uma dose
E duas
E três
E já não sabia mais contar nos dedos
O tamanho da sua infelicidade
Ela não compreendia como havia chegado nisso
E sentou sozinho no bar
Sorriu de si mesmo
Ouviu uma música
Pensou no que faria dali pra frente
E terminou sozinho a noite
Na mesa do bar
Na noite da vida.

George Orwell

Eric Arthur Blair (Motihari, 25 de Junho de 1903 – Londres, 21 de Janeiro de 1950), mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.[4] Apontado como simpatizante da proposta anarquista, o escritor faz uma defesa da auto-gestão ou autonomismo. A sua crença no socialismo democrático foi abalada pelo "socialismo real" que ele denunciou em Animal Farm.

Considerado talvez o melhor cronista da cultura inglesa do século XX, Orwell se dedicou a escrever ficção, artigos jornalísticos polémicos, crítica literária e poesia. Ele é mais conhecido pelo romance distópico Nineteen Eighty-Four (1949) e pela novela satírica Animal Farm (1945). Juntas, estas obras venderam mais cópias do que os dois livros mais vendidos de qualquer outro escritor do século XX. Um outro livro de sua autoria, Homage to Catalonia (1938) - um relato se sua experiência como combatente voluntário no lado republicano da Guerra Civil Espanhola - também é altamente aclamado, assim como seus ensaios sobre política, literatura, linguagem e cultura.

A influência de Orwell na cultura contemporânea, tanto popular quanto política, perdura até os dias de hoje. Vários neologismos criados por ele, assim como o termo orwelliano - palavra usada para definir qualquer fenómeno social draconiano ou manipulativo ou um conceito contrário à uma sociedade livre - já fazem parte do vernáculo popular.

Romances
Dias na Birmânia
A Filha do Reverendo
Moinhos de Vento
Um Pouco de Ar, Por Favor!
A Revolução dos Bichos
1984

Baseadas em experiências pessoais
Na Pior em Paris e Londres
A Caminho de Wigan
Lutando na Espanha

Ensaios, artigos e outros escritos
"The Spike" (1931)
"A Hanging" (1931)
"Shooting an Elephant" (1936)
"Bookshop Memories" (1936)
"Charles Dickens" (1939)
"Boys' Weeklies" (1940)
"Inside the Whale" (1940)
"The Lion and The Unicorn: Socialism and the English Genius" (1941)
"Wells, Hitler and the World State" (1941)
"The Art of Donald McGill" (1941)
"Rudyard Kipling" (1942)
"Looking Back on the Spanish War" (1943)
"W. B. Yeats" (1943)
"Benefit of Clergy: Some notes on Salvador Dali" (1944)
"Arthur Koestler" (1944)
"Raffles and Miss Blandish" (1944)
"Notes on Nationalism" (1945)
"How the Poor Die" (1946)
"A Nice Cup of Tea" (1946)
"The Moon Under Water" (1946)
"Politics vs. Literature: An Examination of Gulliver's Travels" (1946)
"Politics and the English Language" (1946)
"Second Thoughts on James Burnham" (1946)
"Decline of the English Murder" (1946)
"Some Thoughts on the Common Toad" (1946)
"A Good Word for the Vicar of Bray" (1946)
"In Defence of P. G. Wodehouse" (1946)
"Why I Write" (1946)
"The Prevention of Literature" (1946)
"Such, Such Were the Joys" (1946)
"Lear, Tolstoy and the Fool" (1947)
"Reflections on Gandhi" (1949)

Poemas
"Romance"
"A Little Poem"
"Awake! Young Men of England"
"Kitchener"
"Our Minds are Married, But we are Too Young"
"The Pagan"
"The Lesser Evil"
"Poem from Burma"

Citações
Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros

O homem é a única criatura que consome sem produzir

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir

A guerra é a paz. A liberdade é a escravatura. A ignorância é a força

Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado... quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente agora?! Agora testemunhe, esta logo atras da porta

Quando se ama alguém, ama-se, e quando não se tem nada mais para lhe dar, ainda se lhe dá amor

Ocorreu-lhe que a vida toda de um homem era desempenhar um papel, e que achava perigoso abandonar, por um momento que fosse, sua falsa personalidade

As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter pradões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.

A dança do vestido

Ela vestiu seu melhor vestido
Não tinha mais a beleza de outrora
Seus cabelos já tinham mechas brancas
Seus olhos eram fundos
Seu corpo era flácido
Seus dentes não tinham mais aquela brancura
Ainda tinha os olhos claros que encantavam
Mas não tinha os dias lúcidos
Não tinha mais os bons amantes
Não era desejada
Nem sonhava mais
Tinha perdido a capacidade de ser atraente
Tinha apenas o espelho
Que a encarava de cima a baixo
Era só uma mulher agora
E esse era seu mundo.

The Raconteurs

The Raconteurs é uma banda estadunidense de rock formada em 2005, em Detroit, cujos membros já eram conhecidos por outros projetos musicais, como The Greenhornes, Blanche e White Stripes

História
Jack White conta que a intenção de ter um novo projeto vinha de tempos. Ele resolveu mostrar a Brendan uma melodia que havia feito, que se interessou, e assim surgiu a gênese da banda—a faixa “Steady As She Goes”, a primeira composição. Logo depois, os dois integrantes do Greenhornes completaram o time. A partir daí, o álbum nasceu naturalmente. Não por acaso, "raconteurs", em francês, menciona os contadores de história da Idade Média: as letras—por vezes, adolescentes—sempre narram a trajetória de um homem que não sabe se quer crescer e vive em busca de sua maturidade, seu amor e equilíbrio. Parecem sugerir uma analogia com a essência da própria banda—em que seus integrantes buscam a criatividade em um contexto diferente ao de suas experiências anteriores.

A sonoridade de seu primeiro CD "Broken Boy Soldiers" é bastante setentista, com muitas referências ao som do The Who até John Lennon em "Hands", do Small Faces em "Intimate Secretary", do The Doors e Deep Purple em "Store Bought Bones", e o resto todo do Led Zeppelin.

Discografia
Álbuns
Broken Boy Soldiers
Consoler Of The Lonely

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fagulhas

A lucidez não é o caminho, estar sóbrio é a perdição, quanto mais emergido dentro de si você está, mais chances tem de sobreviver.

E não é

Uns achavam que sabiam de fato o que faziam, outros faziam o que de fato achavam, e ninguém sabia o que estava fazendo no final das contas.

Sopa de letrinhas

Palavras
Palavras
E mais palavras
Podemos falar milhares delas
Umas mexem com as pessoas
Outras as afastam
É a lógica circular funcionando
As leis
Os jogos
Conquistas
Inícios
Fins
Meios
As coisas se misturam com a escolha delas
As palavras
Estão ali
Burbulhando
Você nunca sabe qual escolher
E quando deixa de se importar com elas
O que sobra a não ser palavras
Não ditas, palavras.

A fita branca

Em A Fita Branca, o cineasta Michael Haneke volta a aproximar-se de filmes desafiadores de sua carreira, como Caché e A Professora de Piano, para contar uma parábola sobre a maldade humana.

O narrador da história, que se passa às vésperas da Primeira Guerra Mundial, é um professor de uma pequena aldeia no norte da Alemanha. Nesse local provinciano, de poucos moradores, que diversas tragédias se descortinam a partir do momento em que o médico local é vítima de um atentado que o leva a cair do cavalo. O acontecimento assusta os moradores de imediato, que passam a testemunhar estranhas e violentas situações no pequeno povoado.

Paralelamente, observamos em A Fita Branca como as crianças da aldeia sofrem, principalmente com o excesso de rigor na educação. Chegar mais tarde depois da escola pode ser motivo de açoitamento. É com brutalidade extrema que os adultos educam suas crianças e todas as tragédias do filme são consequência desses atos violentos. A fita branca do título remete ao símbolo utilizado pelo pastor local na educação de seus filhos: ela simboliza a inocência, a qual ele acredita estar sendo perdida por qualquer deslize natural de seus filhos. Inevitavelmente, as crianças nesta aldeia crescem com uma noção precisa do senso de crueldade. O único personagem que parece ter certo distanciamento mais crítico, digamos, da realidade toda é o professor e narrador, que vive sozinho, longe do pai. Coincidência? Haneke não quer apresentar respostas ou analisar a complicada essência humana: ele dá espaço para que o espectador pense nestas questões e por isso a perturbação.

Haneke desenvolve um drama de forma silenciosa, com fotografia em preto-e-branco. Sem grandes movimentações de câmera – aliás, a câmera está parada o tempo todo, contemplando a ação, em enquadramentos perfeitos -, firulas estéticas e numa montagem sóbria, A Fita Branca é desenvolvido sobre o roteiro e as atuações, especialmente do elenco infantil, dando a base perfeita para que o espectador se sinta no mínimo incomodado com a crueldade adulta que permeia todo o longa. É um filme forte, contundente e reflexivo. Premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2009, Haneke mostra mais uma vez que seu cinema não perde a força com o tempo, pelo contrário: o cineasta consegue provocar o espectador como poucos.

Crítica: Angélica Bito/Cineclick

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Circunferência

Me servi de mais uma dose de vida
Jovem
Não tão alinhado como outrora
Rugas
Ainda não
Com um pouco de vontade
E um punhado de sorte
Poderia chegar a algum lugar
Onde seria
Talvez um dos bons lugares
Pouco me importava agora
Tinha uma semana
Algumas cervejas na geladeira
E umas boas histórias pra contar.

LCD Soundsystem

LCD Soundsystem foi uma proeminente banda de dance-punk nova-iorquina. Foi liderada pelo cantor, compositor e produtor americano James Murphy, co-fundador do selo de gravação DFA Records. O grupo lançou três álbuns criticamente aclamados.

No dia 5 de Fevereiro de 2011, um anúncio foi postado no website da banda que anunciava o fim do grupo e a data de um concerto de despedida, que ocorreu no dia 2 de Abril de 2011, no Madison Square Garden. A última apresentação televisionada foi ao ar no dia 14 de Fevereiro de 2011 no programa The Colbert Report.

História
A banda ganhou a atenção com seu primeiro single, "Losing My Edge". Mais tarde, Murphy lançou um álbum duplo auto-intitulado em fevereiro de 2005, tendo sido muito bem acolhido pela crítica especializada. O disco abre com a música "Daft Punk Is Playing at My House" e torna-se hit no mundo inteiro, estabelecendo a banda como uma das principais novidades da música na altura.
Ainda no mesmo ano, a banda recebe duas nomeações para o Grammy, uma como melhor música electrónica e dance music.

A banda é eleita por várias revistas, como a maior revelação do ano. Em 2004 apresenta-se em São Paulo pela primeira vez no Brasil como atração da edição brasileira do festival espanhol Sonar.
Em 2006, Introns, ama compilação de B-sides contém uma versão de "Slowdive" de Siouxsie and the Banshees. Também em 2006, a banda apresenta-se no festival de música electrónica Skol Beats da cidade de São Paulo, dividindo o palco com artistas como Prodigy, DJ Marky e Armin van Buuren. No mesmo ano, lançam uma faixa chamada "45:33", como parte de uma promoção da Nike, para download exclusivo no iTunes.

Em março de 2007, a banda lança um novo álbum chamado "Sound of Silver". O álbum, sucesso de vendas e críticas, recebeu uma indicação ao Grammy, pelo melhor disco de música eletrônica/dance. No fim de 2007, foi eleito o melhor álbum do ano por várias publicações musicais (Uncut, The Guardian, NME, entre outras). A revista norte-americana Time nomeou a canção All My Friends como uma das melhores do ano.

Em novembro de 2007, o grupo se apresenta no Brasil pela terceira vez. O show aconteceu em São Paulo, na casa Via Funchal, com a abertura do músico sueco The Field.
No fim da turnê de Sound of Silver, o grupo lança a faixa inédita Big Ideas para a trilha sonora do filme 21.

Após anos de produção, o LCD Soundsystem lança o seu álbum inédito This Is Happening. O disco, bem elogiado pela mídia, vazou antes do seu tempo, o que gerou frustração de James Murphy. A primeira canção de trabalho do disco, Drunk Girls, teve o clipe dirigido pelo conceituado Spike Jonze.

No momento, o grupo segue em turnê por vários festivais de 2010, de Coachella à Lollapalooza.
No começo de fevereiro de 2011 o vocalista da banda James Murphy, declarou no site do LCD Soundsystem o fim das atividades da banda após a turnê: "Será o nosso último show. Nós estamos nos aposentando o jogo. Caindo fora. Saindo. Mas, apenas por mais uma noite, nós vamos tocar com nossos amigos e família por quase 3 horas --tocando coisas que nunca tocamos antes e gostaríamos que vocês estivessem lá. Se você vier, gostaríamos que todas as pessoas viessem de branco. Ou preto. Ou preto e branco. E venha pronto para se divertir".

Discografia
Álbuns de estúdio
LCD Soundsystem (2005)
Sound of Silver (2007)
This Is Happening (2010)

Álbuns digitais
Introns (2006)
45:33 (2006)

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Musica para os olhos

O sol tocava meu rosto
Pessoas dormiam ao meu lado
Outras falavam sobre banalidades furtivamente
O carro
A puta
O beato
O bohemio
Carnaval
Eram só um assuntos
Era um não assunto
Era o nada
A palavra mal dita
A expressão mal usada.

Monteiro Lobato

José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Influências
Lobato ostensivamente revelava, em seus livros, as influências que recebeu diretamente dos autores de obras infantis, desde os fabulistas clássicos, como Esopo e La Fontaine, aos personagens dos desenhos animados que então surgiam nas telas do cinema, como Popeye e sua trupe, o Gato Félix e outros.

As crianças do Sítio visitavam e eram visitados por todas personagens do imaginário literário, e Peter Pan convivia ao lado de figuras folclóricas, como o Saci, tudo isto permeado pela forte presença de uma característica então comum no meio rural: a tradição oral de "contar histórias" - e quase sempre é assim que Tia Nastácia e Dona Benta introduzem aos leitores, os novos assuntos que dão mote aos livros do autor.

Dentre os clássico explicitamente citados por Lobato, encontram-se Lewis Carroll, Carlo Collodi (criador do Pinóquio) e J. M. Barrie, além de outros que, presume-se, tenham-no influenciado diretamente, dadas as semelhanças, como L. Frank Baum (de O Mágico de Oz) e Wilhelm Busch.

Obra
Livros infantis
O livro que lançou Lobato foi "A menina do narizinho arrebitado", em 1920, nunca reeditado, exceto em uma pequena edição fac simile em 1981, e hoje considerada uma obra rara tanto a primeira edição quanto a edição fac simile. A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.

No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses três universos são interligados para a histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.
Coleção Sítio do Picapau Amarelo

1921 - O Saci
1922 - Fábulas
1927 - As aventuras de Hans Staden
1930 - Peter Pan
1931 - Reinações de Narizinho
1932 - Viagem ao céu
1933 - Caçadas de Pedrinho
1933 - História do mundo para as crianças
1934 - Emília no país da gramática
1935 - Aritmética da Emília
1935 - Geografia de Dona Benta
1935 - História das invenções
1936 - Dom Quixote das crianças
1936 - Memórias da Emília
1937 - Serões de Dona Benta
1937 - O poço do Visconde
1937 - Histórias de Tia Nastácia
1939 - O Picapau Amarelo
1939 - O minotauro
1941 - A reforma da natureza
1942 - A chave do tamanho
1944 - Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes)
1947 - Histórias diversas

Outros livros infantis
Alguns foram incluídos, posteriormente, nos livros da série O Sítio do Picapau Amarelo. Os primeiros foram compilados no volume Reinações de Narizinho, de 1931, em catálogo apenas como tal até os dias atuais.

1920 - A menina do narizinho arrebitado
1921 - Fábulas de Narizinho
1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
1924 - A caçada da onça
1924 - Jeca Tatuzinho
1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho)
1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O circo de escavalinho (incluído em "Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos)
1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
1933 - Novas reinações de Narizinho
1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas)

Tradução e adaptação de livros infantis;
Lobato também traduziu e adaptou os livros infantis:
Contos de Grimm,
Novos Contos de Grimm,
Contos de Anderson,
Novos Contos de Anderson,
Alice no País das Maravilhas,
Alice no País dos Espelhos,
Robinson Crusoe,
Contos de Fadas e
Robin Hood.

Livros para adultos
O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918)
Urupês (1918)
Problema vital (1918)
Cidades mortas (1919)
Ideias de Jeca Tatu (1919)
Negrinha (1920)
A onda verde (1921)
O macaco que se fez homem (1923)
Mundo da lua (1923)
Contos escolhidos (1923)
O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
O Presidente Negro/O choque (1926)
Mr. Slang e o Brasil (1927)
Ferro (1931)
América (1932)
Na antevéspera (1933)
Contos leves (1935)
O escândalo do petróleo (1936)
Contos pesados (1940)
O espanto das gentes (1941)
Urupês, outros contos e coisas (1943)
A barca de Gleyre (1944)
Zé Brasil (1947)
Prefácios e entrevistas (1947)
Literatura do minarete (1948)
Conferências, artigos e crônicas (1948)
Cartas escolhidas (1948)
Críticas e outras notas (1948)
Cartas de amor (1948)

Citações
"De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."

"Eu me acho capaz de escrever para os Estados Unidos por causa do meu pendor para escrever para crianças. Acho o americano sadiamente infantil."

"Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira — mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum."

"O livro é uma mercadoria como outra qualquer; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".

"Tudo vem dos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos."

"Quem morre pelo seu país vive eternamente."

"No Brasil subtrai-se; somar, ninguém soma."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Com você.

Se chorar
Enxugarei suas lágrimas
Se quiser desabafar
Te ouvirei
Se tiver um problema
Tento te dar a solução
Se tiver preguiça de levantar pela manhã
Te trago o café na cama
Se estiver triste
Te faço carinho até pegar no sono
Se quiser sorrir
Eu vou sorrir com você
Se tiver irritada
Te leio uma história antes de dormir
Se quiser silêncio
Fecho a porta e desligo a luz
Só não desista
E nem se esqueça
Que sempre cuidarei de você.

Eu Matei Minha Mãe

A produção canadense Eu Matei Minha Mãe (J'ai tué ma mère, 2009) propõe-se a explorar a natureza da relação entre mãe e filho tomando como exemplo a problemática relação entre Hubert (Xavier Dolan) e sua mãe Chantale (Anne Dorval).

Dolan, diretor e protagonista do filme, escreveu a história quando tinha 16 anos, com base em suas próprias experiências. Na forma de um desabafo cinematográfico, as angústias de Hubert são mostradas na tela com muita intensidade e é por se basear em um sentimento real que as situações não parecem extremas ou caricatas.

Hubert frequenta o colegial e discute com a mãe no café da manhã, no carro, no jantar... A raiva que ele sente de Chantale se agrava ainda mais quando ele conhece a mãe de seu seu namorado, Antonin (François Arnaud), mulher liberal, que leva garotos mais jovens pra casa, não vê problema na homossexualidade do filho e até permite que ele fume maconha em seu quarto.

No entanto, por mais que às vezes Hubert perca o controle e externe sua raiva e frustração de forma violenta, este não é um filme sobre ódio pela mãe. É evidente que Hubert ama Chantale. Se não houvesse amor, não haveria tamanha intensidade na raiva. Temos aqui um sentimento que não é unicamente benigno e está mais para aquele amor em busca de reconciliação de Fernando Pessoa, que pede "tempo para acertar nossas distâncias".

Eu Matei Minha Mãe não é maniqueísta. Hubert não discute com a mãe porque ela é má ou o priva de suas vontades. Chantale está ali tão perdida quanto o filho que criou sozinha, sem saber como impor-lhe disciplina ou recuperar a proximidade que existia quando ele era apenas um menino.

Além do foco na atuação, Dolan também faz boas escolhas como diretor, utilizando a imagem para complementar a narrativa - peca apenas quando tenta desnecessariamente intensificá-la com simbolismos (borboletas e imagens de santas: quem aguenta?). Mas, para aqueles que se identificam com a situação ali retratada, não há como deixar o cinema intocado. A força do filme está mesmo no emocional.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Transforme-se

Preciso viver
Encontrar alguém
Que de sentido
A minha existência
Preciso escolher
Os seres imperfeitos
Pra conviver comigo
Nos dias de verão
Preciso chorar
Desabafar e esquecer
A realidade que me cega
Preciso sorrir
Esquecer que a vida passa
Que a morte chega
Que o corpo decai
Preciso acordar
E sair pra ver o mar
Entrar em sintonia
Com a natureza
Pois amanha talvez não acorde
Preciso sentir
O vento no meu rosto
O som dos pássaros
Os cabelos da mulher desejada
Preciso lutar
Pelos meus objetivos
E por metas desejadas
Preciso encarar
Meus medos de frente
Nadar contra a corrente
E não desanimar jamais
Preciso amar
Quem tanto me ama
Na rua , na cama
Tarde ou cedo
Com coragem ou medo
Escrever me cansa
Não perca esperança
Pro mundo mudar
Eu preciso
Tu precisa
Precisamos, mude.

The Black Keys

The Black Keys é uma dupla americana de blues-rock formada pelo vocalista/guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista/produtor Patrick Carney no ano de 2001 em Akron, Ohio.

Carreira
Início com o álbum The Big Come Up (2001—02)
The Black Keys foi formado em 2001 e no início da carreira já era bastante ativo na cena underground de Akron, Ohio. A banda lançou seu álbum de estréia The Big Come Up em 2002 e fez muito sucesso para uma banda de rock independente. The Big Come Up bem como o álbum seguinte Thickfreakness (lançado em 2003), foram gravados no porão da casa de Patrick, sendo utilizado um gravador de fita cassete dos anos 80. O álbum gerou dois singles lançados em um EP, Leavin' Trunk e She Said, She Said no qual ambas as músicas são regravadas de outros artistas. Leavin Trunk é um blues tradicional e She Said, She Said foi gravado originalmente pelos Beatles. I'll Be Your Man é o tema da série americana Hung do canal HBO.

Thickfreakness (2003)
A banda lançou Thickfreakness em Abril de 2003 que juntamente com The Big Come Up, foi gravado no porão da casa de Patrick. O álbum foi favorecido pelos críticos e três singles foram lançados desse álbum: Set You free, Hard Row e uma regravação de Have Love Will Travel. Set You Free foi trilha sonora do filme School of Rock bem como na comédia I Love You, Man de 2009.
Em 16 de setembro de 2003 lançaram um EP dividido com a banda The Six Parts Seven intitulado The Six Parts Seven/The Black Keys EP que contou com uma música do The Six Parts Seven e três músicas do The Black Keys.

Rubber Factory e o primeiro álbum ao vivo (2004—05)
Rubber Factory, o terceiro álbum da banda, foi lançado em 2004. Com Thickfreakness e Rubber Factory a banda ganhou reconhecimento e popularidade, alavancando a carreira. Rubber Factory foi gravado em uma fábrica abandonada em Akron no início de 2004. De acordo com Patrick, esta fábrica foi demolida no início de 2010.

Os destaques do álbum são 10 A.M. Automatic, 'Til I Get My Way e Girl Is On My Mind que foram lançados em um EP. When The Lights Go Out foi usado em trailers para o filme Black Snake Moan. 10 A.M. Automatic foi usado no Live Free or Die, The Go Getter, como trilha sonora para o MLB '06: The Show e para um comercial da American Express. The Go Getter também destacou Keep Me. Grown So Ugly foi destaque no filme Cloverfield e Girl Is On My Mind nos comerciais da Sony Ericcson e Victoria's Secret.

Durante este tempo eles também abriram show para bandas como Pearl Jam, Beck, Radiohead e Sleater-Kinney. Durante este tempo, a banda lançou também seu primeiro álbum ao vivo: Live, lançado em 2005 gravado no The Metro Theatre em Sydney, Australia.
The Moan é um EP que foi lançado em 19 de janeiro de 2004, destacando Have Love Will Travel como uma versão alternativa de Heavy Soul e duas regravações.

Magic Potion e outros lançamentos (2006—07)
Os Black Keys lançaram Chulahoma: The Songs of Junior Kimbrough, um EP com regravações da Fat Possum Records da qual Junior Kimbrough é o fundador. Kimbrough e sua banda anteriormente haviam regravado The Big Come Up. O EP foi lançado em 2 de maio de 2006. Quatro dias depois, os Black Keys lançaram seu segundo álbum ao vivo: Live in Austin também conhecido como Thickfreakness in Austin. Foi gravado em 24 de outubro de 2003 e lançado em 6 de maio de 2006.

Logo após, eles lançaram seu quarto álbum: Magic Potion que foi o primeiro álbum com a gravadora Nonesuch Records. O álbum destacou três singles: You’re the One, Your Touch e Just Got To Be. Your Touch foi destaque no filme de 2009 Zombieland, Just Got To Be faz parte da trilha sonora do jogo de vídeo game NHL 08. Os Black Keys regravaram uma versão de “The Wicked Messenger” da trilha sonora de I’m Not There e também gravaram "If You Ever Slip”, uma música escrita por Jesse Harris para a trilha sonora de The Hottest State.

Attack & Release e o projeto Blakroc (2008—09)
Attack & Release, o quinto álbum da banda, foi produzido por Danger Mouse e lançado em 1 de abril de 2008 tendo “vazado” na internet em 4 de março. Attack & Release estreou em 14º na Billboard Top 200. Os singles deste álbum foram ‘’Strange Times’’, ‘’I Got Mine’’ e ‘’Same Old Thing’’. ‘’Strange Times’’ foi destaque nos jogo Grand Theft Auto IV e NASCAR 09. ‘’I Got Mine’’ foi nomeada a 23ª melhor música pela revista Rolling Stone na lista das 100 melhores músicas de 2008. ‘’Lies’’ foi utilizada em episódios de Big Love, Lie to Me e foi cantada por Kelly Clarkson ao vivo em sua turnê All I Ever Wanted Tour. ‘’So He Won’t Break’’ foi destaque em um episódio de One Tree Hill. De acordo com uma entrevista para a Pitchfork Media, a banda colaborou em um álbum com Ike Turner, para ser produzido por Danger Mouse e lançado em 2007, mas a idéia se tornou impossível com a morte de Turner em dezembro de 2007. “’’Algumas gravações que finalizamos, ficaram bem parecidas com Screamin’ Jay Hawkins” disse Patrick para a revista ‘’Flaunt’’ em abril de 2008.

Live at the Crystal Ballroom é um vídeo álbum lançado em 18 de novembro de 2008. Foi filmado em 4 de abril de 2008 em Portland no Crystal Ballroom.Em 17 de outubro de 2008, a banda abriu um show para seus conterrâneos da banda Devo em um show beneficente em ‘’The Akron Civic Theater’’ para o candidato a presidência Barack Obama. Chrissie Hynde do The Pretenders, também nativa de Akron que estudou na Firestone High School seguiu a mesma linha. Em novembro eles fizeram uma turnê pela Europa junto com Liam Finn. Em 6 de julho de 2009, os Black Keys realizaram juntamente com os The Roots, TV on the Radio, Public Enemy, Antibalas e outros artistas, a ‘’2nd Annual Roots Picnic’’ no ‘’Festival Pier ‘’ na Philadelphia. Os Black Keys também se juntaram à 9º edição do Independent Music Awards como jurados para músicos independentes que queriam seguir carreira.

Em 10 de fevereiro de 2009, o vocalista e guitarrista Dan Auerbach lançou seu álbum solo de estréia: Keep It Hid. Durante este tempo, o baterista Patrick Carney formou uma banda de indie rock chamada Drummer que atualmente assinou contrato com a gravadora de Carney, a Áudio Eagle Records. Drummer lançou seu álbum de estréia, Feel Good Together em setembro de 2009.
Blakroc é um álbum coletivo, destacando The Black Keys e muitos artistas de hip hop lançados na Black Friday. O projeto foi apoiado e reunido por Damon Dash, que é um grande fã dos Black Keys. O álbum conta com rappers como Mos Def, RZA, Raekdown, Ludacris, Pharoahe Monch, Q-Tip, NOE, Jim Jones, Nicole Wray, M.O.P. e Ol’ Dirty Bastard. O álbum foi gravado em Brooklyn, Nova York. Dan Auerbach escreveu no site oficial do Blakroc “Patrick e eu nos preparamos para essa gravação desde quando tínhamos 16 anos de idade.”

Brothers (2010—2011)
Brothers foi lançado a 18 de Maio de 2010, apresentando uma lista de 15 faixas. O álbum foi priduzido pelos Black Keys e Mark Neill, e masterizado por Tchad Blake.

A Revista Rolling Stone colocou Brothers na posição número 2 nos Melhores Álbuns de 2010 e "Everlasting Light" em 11º na lista de Melhores Singles de 2010. A 14 de Dezembro de 2010, a Spin nomeiam os The Black Keys como Artista do Ano para 2010.

Os The Black Keys foram nomeados para três prémios da Billboard Music Awards: Melhor Artista Alternativo, Melhor Álbum de Rock e Melhor Álbum Alternativo, para o álbum Brothers.

El Camino (2011-presente)
Os Black Keys iniciaram as gravações para o seu sétimo álbum de estúdio por volta de Março de 2011. Eles supostamente gravaram no novo estúdio de Dan em Nashville, no Tennessee.
A 14 de Julho de 2011, os Black Keys, numa entrevista com a Spin revelaram que eles tinham terminado o álbum, comparando as influências sonoras a The Clash e The Cramps. O álbum foi lançado a 6 de Dezembro de 2011.

A Revista Rolling Stone colocou El Camino como número 12 na lista dos 50 melhores álbuns do ano. E "Little Black Submarines" foi número 18 na lista dos 50 melhores singles.

Discografia
Álbuns de estúdio
The Big Come Up (2002)
Thickfreakness (2003)
The Moan (2004)
Rubber Factory (2004)
Chulahoma (2006)
Magic Potion (2006)
Attack & Release (2008)
Brothers (2010)
El Camino (2011)

Álbuns de colaboração
Blakroc (2009)

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Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Garrafas plásticas

As horas
Todas elas
E a vontade louca de que passassem
Hoje eu não queria falar
Hoje eu não queria ouvir
Queria apenas o silêncio do homem comum
O silêncio do homem que fala
O silêncio do homem que cala.

Pi

Incrível como as surpresas aparecem do nada. Conheci Darren Aronofsky em O Lutador, de 2009. Um bom filme que realmente merecia seus créditos, e na época pensei que era o melhor que o diretor poderia fazer. Me enganei feio. Há uns dias vi o incrível Réquiem Para Um Sonho e me surpreendi ao ver que Aronofsky aparecia mais uma vez após tanto tempo num filme tão bom quanto o outro.

Agora vejo seu primeiro filme, Pi, e me surpreendo ainda mais. Não que tenha gostado deste tanto quanto Réquiem, mas é inegável a sensação de estar defronte a uma obra. E, ainda mais, Pi foi feito com um visual totalmente independente, sem qualquer gasto exorbitante.

Apenas com 60,000 dólares, o filme faturou 53 vezes mais só nos Estados Unidos. Para se ter uma ideia, a mãe do diretor que criou os figurinos e o espaço foi cedido a partir de um negócio da família Aronofsky.

Maximillian Cohen (Sean Gullette) é um gênio matemático antissocial que acredita que o nosso mundo é feito de padrões matemáticos e, graças a isso, sua maior ambição é achar um padrão na bolsa de valores. Quando Max começa, aos poucos, a adivinhar a queda da bolsa, ele se depara com um misterioso número de 216 dígitos. Perguntando o significado para seu mentor, Sol Roberson (Mark Margolis), ele recebe uma resposta vaga sobre um bug da internet. Mas ele vê o quão perto está de seu padrão com esse números quando representantes de Wall Street e rabinos da religião judaica o procuram para desvendar mistérios relacionados a seu trabalho.

Bom roteiro, Darren conseguiu relacionar a matemática com a religião e a economia de um modo surreal e inteligente, com uma lógica inegável. Vemos através de algumas cenas como o diretor é o mesmo que Réquiem Para Um Sonho: tanto os personagens deste quanto o protagonista de Pi utilizam drogas para poderem pensar claramente e nas duas obras vemos closes nos remédios para demonstrar que eles foram utilizados, e esses closes se repetem freneticamente ao decorrer da película.

 A obsessão do personagem de Sean Gullette é outro atrativo em especial na obra, o quanto ele se treme a medida que as relações sociais dele aumentam, toda a mania de perseguição que ele sofre e por começar a misturar a realidade com o sonho. As atuação, principalmente Sean Gullette e Mark Margolis são bem convincentes, conseguem segurar o filme.

Vale a pena assistir Pi pois, indubitavelmente, foi o filme mais angustiante que eu já vi. Todos os enquadramentos da câmera, o cenário altamente claustrofóbico, o drama em que a personagem entra, a obsessão de seus delírios matemáticos, de poder colocar tudo do mundo num padrão que ele pode resolver facilmente. Nunca vi cena mais perturbadora que ele cutucando o cérebro com uma caneta. A filmagem em preto e branco só aumenta a tensão causada por esse filme que se abstém de explicações lógicas para dar lugar à própria lógica. Confuso, mas merece ser conferido.

Crítica: Gabriel Neves/Crítica Mecânica

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

De orelha a orelha.

Quando se sentir triste
Chateada
Ou infeliz
Lembre-se das noites alegres
Com o aloha
E o nariz.

Thomas Hardy

Thomas Hardy (Higher Bockhampton, Dorset, 2 de julho de 1840 - Max Gate, Dorchester, 11 de janeiro de 1928) foi um novelista e poeta inglês. Autor de obras de grande importância, conhecido pelo pessimismo radical que caracteriza os seus romances.

De uma família de classe média, filho de um próspero construtor civil, passou sua infância no campo. Estudou arquitetura e trabalhou na restauração de edifícios antigos, principalmente igrejas, enquanto escrevia poemas que só publicaria no fim da vida, quando se revelou um extraordinário poeta. No seu período de maturidade (1878-1895), escreveu obras que se tornaram clássicos da literatura inglesa. Também foi um brilhante contista, que traçou perfis psicológicos antitéticos, portadores e conscientes de seus desejos sexuais e de sua própria opressão pela sociedade. O estilo prosaico e objetivo da sua linguagem, cuja temática voltava-se para a velhice, o amor e a morte, influiu na reação anti-romântica. Por tudo isso, foi considerado o "último dos grandes vitorianos".

Hardy casou-se com Emma Lavinia Gifford em 1874. Após a morte da esposa, em 1912, casou-se com Florence Emily Dugdale, autora de livros infantis. Morreu de causas naturais aos 87 anos. Ele está enterrado na Abadia de Westminster.

Obras
The Poor Man and the Lady (1866)
Remédios Desesperados (1871)
Sob a Árvore Verdejante (1872)
Um Par de Olhos Azuis (1873)
Longe da Multidão Estulta (1874)
A Volta do Nativo (1878)
The Trumpet Major (1880)
Dois numa Torre (1882)
O Prefeito de Casterbridge: A Vida e a Morte de um Homem de Caráter (1886)
The Woodlanders (1887)
Wessex Tales (1888)
Tess of the d'Ubervilles (1891)
Judas, O Obscuro (1895)
Wessex Poems and other Verses (1898)
Os Dinastas (1903 - 1908)
Late Lyrics and Ealier (1922)
The Famous Tragedy of the Queen of Cornwall at Tintagel in Lyonnesse (1923)

Citações
As pessoas que possuem alguma força de caráter carregam consigo, como os planetas, a sua atmosfera nas suas órbitas.

A medida da vida deveria ser proporcional à intensidade da experiência mais do que à sua duração.

É magnífico ouvir o silêncio daquele homem.

A verdadeira história de um ser não está naquilo que fez, mas naquilo que pretendeu fazer.

A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos.

Embora muita coisa seja estranha demais para se acreditar, nada é estranho demais que não possa ter acontecido.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nostalgia

As melhores noites
Os melhores dias
As melhores madrugadas
Os melhores sorrisos
A foto que olho todos os dias
Quando quero lembrar dos dentes angulares
E dos olhos que se fecham e se abrem rapidamente
Quando olha pra mim
Saudade dos vídeos noturnos
E de dar tchau de capitão
Antes de dormir
Independente do que aconteça
Sempre terei bons dias ao seu lado.
Te amo
Hoje e sempre.

Daft Punk

Daft Punk é uma dupla de música eletrônica composta pelos músicos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo (nascido em 8 de fevereiro de 1974) e Thomas Bangalter (nascido em 3 de janeiro de 1975). Daft Punk alcançou popularidade significativa no final do movimento house dos anos 1990 na França e encontraram sucesso contínuo nos anos seguintes, combinando elementos de house com synthpop. A dupla também é creditada com canções produzidas que são consideradas essenciais na cena da French house. Eles tiveram como empresário, de 1996 à 2008, Pedro Winter (Busy P), o chefe da Ed Banger Records.

No início da carreira do grupo, os membros da banda foram altamente influenciados por grupos como The Beach Boys e The Rolling Stones. Bangalter e Homem-Christo originalmente eram de uma banda chamada Darlin', dissolvida após um curto período de tempo. A dupla se tornou Daft Punk, e lançaram o seu aclamado álbum de estréia, Homework em 1997. O lançamento de 2001, Discovery, foi ainda mais bem sucedido, conduzido pelos singles de club "One More Time", "Digital Love" e "Harder, Better, Faster, Stronger".

Em março de 2005, a dupla lançou o álbum Human After All para críticas diversas.Entretanto, os singles "Robot Rock" e "Technologic" alcançaram sucesso no Reino Unido. Daft Punk fez turnê em 2006 e 2007 e lançou o álbum ao vivo Alive 2007, que ganhou um prêmio Grammy por Melhor Álbum de Eletrônica/Dance. A dupla compôs a trilha para o filme Tron: Legacy e em 2010 lançaram o álbum da trilha sonora do filme.

Daft Punk é reconhecida por seus eleborados shows ao vivo, nos quais os elementos e os efeitos visuais são incorporados com a música. O grupo também é conhecido por sua ênfase nos componentes visuais e história associados com suas produções musicais, bem como por vestirem seus trajes ornamentados de robô em público e enquanto estão em performance

Discografia
Álbuns de estúdio
Homework (1997)
Discovery (2001)
Human After All (2005)

Outros álbuns
2001 - Alive 1997 (álbum ao vivo)
2003 - Daft Club (álbum de remix)
2006 - Human After All: Remixes (álbum de remix)
2006 - Musique Vol. 1 1993–2005 (coletânea)
2007 - Alive 2007 (álbum ao vivo)
2010 - Tron: Legacy (trilha sonora)
2011 - Tron: Legacy Reconfigured (álbum de remix)

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Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Qualquer coisa

Abrir um pacote de bolacha
Rasgar folhas de papel
Deitar na rede
Comprar meias
Escolher os guardanapos da cozinha
Sentar em silêncio um do lado do outro
Qualquer coisa tem sentido
Quando a companhia
É voce.

Os descendentes

Após a cena pré-créditos de Os Descendentes (The Descendants) a tela fica toda preta e começa uma música. Com apenas algumas notas já sabemos que este é o filme indie que o Oscar vai adotar neste ano. A produção foi dirigida por Alexander Payne, que já havia acertado este mesmo alvo há alguns anos ao abrir algumas garrafas de vinho em Sideways. E, convenhamos, ter George Clooney no elenco obviamente não atrapalha. Aliás, o ator faz por merecer a sua indicação ao prêmio. A cena em que ele aparece correndo de chinelo pelas ruas da sua vizinhança é a antítese da corrida tecnicamente perfeita de um Tom Cruise e por si só já valeria a indicação à estatueta dourada.

No filme, Clooney interpreta Matt King, um dos descendentes do título. Ele e seus primos herdaram de seus ancestrais centenas de hectares de terras que um dia pertenceram à realeza havaiana. Mas enquanto a maioria deles não trabalha, vivendo apenas desta renda, Matt é um advogado e também o responsável legal por gerir tudo o que sobrou do espólio. Às vésperas de fechar um acordo imobiliário de meio bilhão de dólares, sua esposa sofre um acidente de barco e entra em coma. A situação leva Matt a se reaproximar de suas filhas e repensar seu passado e futuro.

Como nos diz Matt em sua primeira interação com o público, o filme também se presta a mostrar um Havaí diferente do paraíso dos resorts de luxo que sempre se vê nos filmes e séries, ou das disputas entre locais e "haoles", como eles chamam os estrangeiros. Existe também a interessante missão não declarada de mostrar ainda que, sim, todo mundo por lá usa camisa havaiana, mesmo em eventos sociais.

A forma praticamente invisível com que Payne comanda o longa-metragem quase nos faz esquecer que estamos no cinema. A trama, que já tem elementos fáceis de se encontra nos cotidianos de qualquer um, se desenrola também como a vida, deixando tudo muito fácil de degustar, até mesmo as partes mais amargas - que não são poucas. A relação pai-filhas do trio formado por Matt, Scottie (Amara Miller) e Alex (Shailene Woodley) leva do riso ao choro sem causar estranheza, nem parecer forçado. Afinal, qual menina de 10 anos não está perdida na sua passagem da infância para a puberdade, ou qual adolescente não quer curtir a vida de quase adulto que está ali na esquina, mas não tem paciência de esperar chegar lá?

Com tantas reflexões, o filme leva ao seu grande destino, o autodescobrimento. É na hora de pegar a filha mais nova na escola que o pai percebe que não existe na sua memória uma lembrança recente de ter feito isso em muito tempo. É ali no hospital, ao ver a mãe paralisada na cama do hospital, que a filha percebe o quanto é parecida com a mãe que ela se acostumou a destratar.

A forma como os fatos são apresentados - em meio a uma investigação particular - fazem o público também parar para pensar no seu próprio dia-a-dia, colocar em perspectiva o que fizeram até aqui e analisar o que vem pela frente. Fidelidade, dinheiro, paternidade, relacionamentos, sentimento de culpa, tudo isso é colocado em xeque de uma forma discreta, mas bastante eficaz. Por tudo isso, Os Descendentes é o queridinho indie do Oscar deste ano. E por méritos próprios.

Crítica: Marcelo Forlani/Omelete

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Paz diurna

Quando a cabeça doer
O corpo ferver
E o ódio brotar
Volte pra mim
Tudo que sei
É te amar.

Bob Dylan

Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman; Duluth, 24 de maio de 1941), é um cantor e compositor norte-americano.

Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961.

Em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como a melhor de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970.

Biografia
Robert Allen Zimmerman (nome hebraico: Zushe ben Avraham) nasceu no hospital St. Mary de Duluth, em Minnesota, no dia 24 de maio de 1941 e cresceu em Hibbing, Minnesota, no Mesabi Iron Range a oeste do Lago Superior. Os estudos realizados por vários de seus biógrafos mostraram que seus avós paternos, Zigman e Anna Zimmerman, emigraram de Odessa (atual Ucrânia) para os Estados Unidos por causa de um pogrom antissemita ocorrido em 1905. Seus avós maternos, Benjamin e Lybba Edelstein, eram judeus lituanos que chegaram à América em 1902. Em sua autobiografia, Crônicas, Vol. 1, Dylan escreveu que o apelido de sua avó materna era Kyrgyz e que sua família era procedente de Istambul.

Seus pais, Abram Zimmerman e Beatrice "Beatty" Stone, faziam parte de uma pequena mas muito unida comunidade judaica. Robert Zimmerman viveu em Duluth até seus seis anos, quando seu pai contraiu poliomielite e sua familia voltou à cidade natal de sua mãe, Hibbing, Minnesota, onde passou o resto de sua infância. Robert passou boa parte de sua juventude escutando rádio: em um primeiro momento, escutando emissoras de Shreveport, em Louisiana, que transmitiam blues e country, e posteriormente, rock and roll.Durante sua estadia na escola, formou várias bandas, como The Shadow Blasters, de curta duração, e The Golden Chords, com a qual chegaria a tocar no programa de busca de talentos Rock and Roll Is Here to Stay. No anuário escolar de 1959, Robert Zimmerman assinalou sua principal ambição "unir-se a Little Richard".No mesmo ano, usando o pseudônimo de Elston Gunn, tocou em duas apresentações com Bobby Vee, acompanhando ao piano e improvisando com palmas.

Em setembro de 1959, Zimmerman se mudou para Minneapolis, para estudar na universidade de Minnesota. Durante a época, seu interesse inicial no rock and roll deu lugar a uma aproximação ao folk. Em 1985, Dylan explicou sua atração pelo folk: "A coisa sobre o rock'n'roll é que para mim de qualquer jeito ele não era suficiente... Havia bons bordões e ritmo pulsante... mas as canções não eram sérias ou não refletiam a vida de um modo realista. Eu sabia que quando eu entrei na música folk, era um tipo de coisa mais sério. As canções eram enchidas com mais desespero, mais tristeza, mais triunfo, mais fé no sobrenatural, sentimentos mais profundos". Logo começou a tocar no 10 O'Clock Scholar, uma cafeteria a poucas quadras do campus universitário, e se viu envolvido no circuito folk de Dinkytown.

Durante seus días en Dinkytown, Zimmerman passou a chamar de "Bob Dylan". Em uma entrevista concedida em 2004, Dylan disse: "Você nasce, sabe, com nomes errados, pais errados. Digo, isso acontece. Você se chama do que quiser se chamar. Este é o país da liberdade".Em sua autobiografia, Crónicas, Vol. 1, Dylan escreveu sobre a mudança de nome: "Eu havia visto alguns poemas de Dylan Thomas. A pronúncia de Dylann e Allyn era parecida. Robert Dylan. A letra D tinha mais força. Entretanto, o nome Roberto Dylan não era tão atraente como Roberto Allyn. As pessoas sempre haviam me chamado de Robert ou Bobby, mas Bobby Dylan me parecia vulgar, e além disso já haviam Bobby Darin, Bobby Vee, Bobby Rydell, Bobby Neely e muitos outros Bobbies. A primeira vez que me perguntaram meu nome em Saint Paul, instintiva e automaticamente soltei: 'Bob Dylan'".

Discografia
Bob Dylan - 1962
The Freewheelin' Bob Dylan - 1963
The Times They Are a-Changin' - 1964
Another Side of Bob Dylan - 1964
Bringing It All Back Home - 1965
Highway 61 Revisited - 1965
Blonde on Blonde - 1966
John Wesley Harding - 1967
Nashville Skyline - 1969
Self Portrait - 1970
New Morning - 1970
Pat Garrett & Billy the Kid - 1973
Before the flood (live) - 1974
Planet Waves - 1974
Blood on the Tracks - 1975
The Basement Tapes - 1975
Desire - 1976
Hard Rain (live)- 1976
Street Legal - 1978
Bob Dylan at Budokan (live) - 1979
Slow Train Coming - 1979
Saved - 1980
Shot of Love - 1981
Infidels - 1983
Real Live (live) - 1984
Biograph (Compilação) - 1985
Empire Burlesque - 1985
Knocked Out Loaded - 1986
Down in the Groove - 1988
Dylan & The Dead (live) - 1989
Oh Mercy - 1989
Under the Red Sky - 1990
Good as I Been to You - 1992
World Gone Wrong - 1993
Time Out of Mind - 1997
Love and Theft - 2001
Modern Times - 2006
Together Through Life - 2009
Christmas In The Heart - 2009

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Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Apenas o céu

Era uma noite fria em algum lugar do mundo.

O jovem saiu para andar, tinha cansado de fumar seus cigarros no vazio da sua casa, pensou nas possibilidades, talvez tivesse uma noite interessante pela frente.

Parou no primeiro bar que encontrou no caminho, ele tinha sede, na verdade ele gostava mesmo de beber, nem era a sede que o fazia parar ali. Pediu uma dose para o velho no balcão, tomou em um só gole, que sensação boa, era uma das suas coisas preferidas, sentar em um balcão e beber algumas doses, voltar pra casa, escrever um pouco, talvez conseguir uma trepada, era o que ele costumava fazer nas noites de tédio.

Pagou o velho no balcão mesmo, e seguiu andando, encontrou um parque perto de sua casa, se sentou na grama perto de três meninas, eram três, e ele um, apenas uma delas o interessava, seu instinto clamava por aquela mulher, e ele faria tudo para ela ser dele naquela noite.

Falou sobre as estrelas, e a maneira como o universo era formado, elas o olhavam com encanto, ele parecia ainda mais interessante quando acendia seu cigarro, era um belo jovem, tinha um jeito especial de contar histórias, as pessoas normalmente gostavam de ouvi-lo, ele seguia falando sobre a dinâmica dos sonhos e literatura. Encarava a moça do meio furtivamente, finalmente cruzaram os olhares, ele fez um sinal com o olho, ela respondeu rapidamente, ela se levantou e caminhou, tinha um jeito único de mover as pernas, era de uma graciosidade esplendorosa, ela se encantou mais ainda, seu desejo cresceu e um minuto depois ele também levantou, as outras duas jovens se olharam por instantes e perceberam o que acontecera ali.

Cem metros à frente se encontraram, ele a encostou numa árvore no meio do parque e a beijou furtivamente, eles se olharam, olho no olho por instantes, sorriram sem dizer uma palavra e voltaram a se beijar de maneira intensa, quase selvagem, na medida em que o beijo se intensificava, o jovem tocava o corpo da jovem por baixo de seu vestido, sentia seus seios rijos implorando por caricias, soltou uma das alças e a chupou ali encostada por alguns minutos, ela emaranhou seus dedos no cabelo do rapaz e puxou na sua direção pra que ele a chupasse com mais força, ele respondeu, a virou de costas, ela o olhou por cima dos ombros e tirou sua calcinha, e o convidou com o olhar, ele levantou suavemente seu vestido e a comeu com força, ela sorria e gemia alto, o rapaz mesmo com todo seu controle, gozou loucamente ali, tentou se conter, mas não conseguiu, ela tinha um jeito de sorrir que mexia demais com ele, ela ajeitou os cabelos e seu vestido, vestiu sua calcinha, se abraçaram por um tempo e ficaram por ali. Apenas o céu os acompanhava.

Era uma noite quente em algum lugar do mundo.

O espião que sabia demais

O que nos impede de nos matarmos? Seria disciplina, um senso de preservação, um código social, um medo específico? Em Deixa Ela Entrar, fazer o mal é uma tentação sempre presente, estimulada pelo poder de destruir. Para o diretor sueco Tomas Alfredson, o mundo opera numa sucessão de violências a serem contidas - a questão é entender como contê-las.

Muito oportuno, portanto, que seu esperado novo filme, O Espião Que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy), trate da principal sinuca-de-bico que a humanidade enfrentou nessa ânsia de se matar: a Guerra Fria. É um filme tão moral quanto Deixa Ela Entrar, e que também passa por pequenos dramas domésticos, mas numa escala obviamente muito maior.

A trama se ambienta no início dos anos 1970, quando o Serviço de Inteligência do Reino Unido já se encontra alienado do conflito cerebral entre a CIA e a KGB, embora continue no meio do fogo cruzado. Seria uma posição só melancólica se não fosse perigosa; para todos os efeitos, àquela altura todo espião britânico sabia demais, e livrar-se de um ou outro não faria tanta diferença.

George Smiley (Gary Oldman) é um deles. Integrante do Circus, a divisão de elite do serviço secreto, Smiley é dispensado quando uma operação desastrosa em Budapeste custa o cargo de seu chefe, conhecido pelo codinome Control (John Hurt). O ex-espião então faz o que se esperaria de qualquer empregado público aposentado: vai pra casa. O descanso não dura muito, porém. Suspeita-se que um dos quatro remanescentes do Circus seja um homem duplo, infiltrado pelos soviéticos, e o governo convoca o veterano Smiley para descobrir quem.

É ótima a trilha sonora composta por Alberto Iglesias, mas o tema de Smiley é particularmente marcante. A música acompanha toda a cena da despedida inicial do personagem, saindo da sala fechada do Circus, passando pelas escrivaninhas das secretárias, escadas abaixo, até o velho porteiro diante da catraca do prédio. O que dá o tom nesse começo de filme (de uma forma ostensiva até) é a questão geracional - idosos tricotam e adolescentes se beijam - e o choque também está presente dentro do Serviço Secreto, onde os jovens chegam para trabalhar de bicicleta e os velhos andam em silêncio.

O Espião Que Sabia Demais pode passar a impressão de que sua história de "último serviço" (Smiley diante da oportunidade de legar aos mais novos a sua experiência, ao investigar o vira-casaca) implica uma certa nostalgia, mas o filme não se atém a isso. A trama não-linear envolve os demais personagens num cenário que é bem mais complexo do que uma mera museologia do período - e com ela Alfredson tenta encontrar pistas do que impediu que nos destruíssemos no Pós-Guerra.

E aí talvez aquelas quatro opções do início tenham, cada uma, seu peso. Existe um senso de preservação: o respeito à privacidade é a preocupação inglesa por excelência, e não por acaso as tocantes subtramas do filme tratam de afetos secretos e sacrifícios pessoais. Existe uma disciplina: George Smiley não tira os óculos nem para nadar; são óculos (trocados metaforicamente no início do filme para enxergar o novo mundo que começa) de quem se compromete com o trabalho e, por extensão, com a coisa pública. Unindo público e privado há um código social: Alfredson filma à distância, por vitrines e janelas, frequentemente colocando a câmera em espaços fechados e o elenco na rua, como se frisasse que a moral é acima de tudo uma questão de cidadania.

E por fim há um medo específico, justamente o temor do potencial de destruição. Os arroubos de violência em O Espião que Sabia Demais - a coruja morta na sala, a mulher executada diante de um homem que não a conhece - são tão chocantes quanto os de Deixa Ela Entrar, porque inesperados. São fáceis e breves demonstrações de destruição que servem para nos lembrar (sem precisar dizê-lo) da violência maior que seria a consumação da guerra.

Por coadjuvarem entre soviéticos e americanos, os ingleses se prestam, numa licença poética que a literatura e o cinema usam bastante, a observadores ideais do que representou o perigo nuclear. (James Bond não é ícone por acidente.) Tomas Alfredson se apropria dessa licença poética e faz não apenas um grande filme sobre a Guerra Fria como também um belo ensaio sobre os custos de manter a ordem - um preço que George Smiley e os seus pares, funcionários-do-mês de Sua Majestade, tragicamente pagam tão bem.

Crítica: Marcelo Hessel/Omelete