sexta-feira, 2 de março de 2012

Grampeadores

Uma tarde
Um sonho
Um momento lúcido
Um dia de glória
Uma dose
E o ciclo da vida
Que se segue e se repete
Incansávelmente.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ela

Todas as mulheres
Todas elas
E seu jeito de olhar
E falar
E Surpreender
Umas que encantam
Outras que excitam
Várias delas gritam
Outras falam baixo
Algumas são mais jeitosas
Outras menos
Mas todas tem algo bom
Essa não
Era apenas uma buceta
E um rosto
E nunca seria mais do que isso.

De vermelho são

O que teme mulher
Tem os cabelos vermelhos
Os olhares angulares
A vontade louca de sorrir
Talvez não tenha os dias mais lúcidos
Talvez não tenha os dias mais puros
E quem é que tem?
Faça o caminho do louco
Viva vidas alternativas
Mas não deixe de se sentir viva.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Feliz aniversário

Um, dois, três
Cinco , dez , cinquenta
Os anos se passam
As velas se apagam

Rugas, cabelos brancos
O corpo flácido
Decadente, a morte certa que se aproxima
Como mais um ano que se foi

As pessoas, as paixões
Tudo que amamos um dia
Transcendem nossa memória
E viram simples lembranças

O primeiro beijo, o sorriso
Aquele olhar apaixonado
Enchem meus olhos de lágrimas
Quando percebo que o que vivi, passou

Guardo comigo fotografias
De mais um daqueles anos lúcidos
O ciclo simples e cruel da vida
Arranca-me sorrisos nesse dia

O silêncio do mundo lá fora
O barulho da minha mente
E o ritmo das coisas
Aparecem pra desejar pra mim

Um feliz aniversário

Cinquenta e quatro

Seis horas da tarde
Seis olhares que já não tenho mais
Seis doses no corpo
Seis anos de histórias
Seis vidas paralelas
Seis chances de ser feliz
Seis finais trágicos
Seis formas de realidade
Seis minutos resumem tudo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Não sei me despedir de você

O poema que eu não queria escrever
Nos conhecemos e tudo aconteceu como um sonho bom
Passamos horas e horas juntos
Sorrimos
Choramos
Fizemos planos
Dividimos momentos
Sonhos
Olhares
Dos mais loucos
Aos mais lúcidos
Dias
Tardes
Madrugadas
Escolhemos os nomes dos nossos filhos
E dos guardiões da casa
Contamos histórias de nossas vidas
Falamos dos nossos medos
Das nossas inseguranças
E da vontade louca de encontrar alguém
Que nos aceitasse como éramos de verdade
Eu te encontrei
Você me encontrou
E juntos escrevemos uma história
E decidimos que estarimos juntos
Até o fim
Voltamos a rotina
E com ela, ficamos distantes
Eu senti sua falta
Me desesperei em alguns momentos
Errei sim
Várias vezes
Como um bom humano que sou
Tentei diversas vezes não errar
Mas não entendi claramente a mensagem que tentava me dar
Se você decidir que é mesmo a hora de partir
Eu vou, mas como uma cara que jamais será inteiro novamente
Porque a minha metade, fica no caminho
E eu trilho o meu
O caminho do homem que perde o amor da sua vida.

Air

Air é uma dupla francesa de música eletrônica, formada no ano de 1995 por Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel.

O nome da banda é uma sigla para Amour, Imagination, Rêve (em português, 'Amor, Imaginação e Sonho'). O Air costuma fazer parte das bandas sonoras dos filmes de Sofia Coppola.

Os trabalhos desta dupla francesa se iniciaram com o EP Premiers Symptômes, seguido de Moon Safari, álbum aclamado pela crítica; da reedição de Premiers Symptômes (1997); da banda sonora do filme de Sofia Coppola, The Virgin Suicides, e dos álbuns 10.000Hz Legend, Everybody Hertz (feito em 2002, com um remix das principais músicas de 10.000Hz Legend), Talkie Walkie, Pocket Symphony e Love 2.

Discografia
Moon Safari (1998)
The Virgin Suicides (2000)
10 000 Hz Legend (2001)
Talkie Walkie (2004)
Pocket Symphony (2007)
Love 2 (2009)
Le Voyage Dans La Lune (2012)

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Eu quero ser eu.

Ela acorda
Branca e serena
Os olhares angulares
Refletem o sol
Que reflete seu rosto
No espelho
Temos espelhos
Redondos, concavos
E uma noite mal dormida
Ela olha pela janela
Vê a grama verde
Coberta da brisa da manhã
Prepara uma boa dose de café
Não
Ela não gosta de café
Seus olhos a guiam por caminhos em que ela não se localiza
A noite chega
O dia chega
A noite vai
O dia chega
A tarde vem
E traz o alcool
Que nem sempre a acompanha
Sua vida tem trilha sonora
Todos os dias sente o som externo ao caminhar pelas ruas
Ela olha
E tem uma só certeza
De ser
Quem desejou ser

Medianeras - Buenos Aires Na Era do Amor Virtual

Urbano, jovem, inspirado, atual, divertido, inteligente, charmoso. Sim, los hermanos argentinos, ainda que com coprodução espanhola, conseguiram de novo e realizaram mais um ótimo filme: Medianeras, que recebe o subtítulo (questionável? dispensável?) Buenos Aires na Era do Amor Virtual.

Com muito estilo, Medianeras foca toda a sua narrativa sobre duas solitárias almas portenhas: Martin (Javier Drolas), um escritor travado que detesta sair de seu pequeno apartamento, e Mariana (a bela espanhola Pilar López de Ayala, de Lope), recém-traumatizada pelo término de um relacionamento. Ambos moram na povoada e metropolitana Buenos Aires, mas sofrem de um dos maiores males do século: o isolamento. E sua consequente solidão.

Como diz Martin, “Há algo mais desolador no século 21 que não ter nenhum e-mail na caixa de entrada?”. Não se trata porém, como o subtítulo pode sugerir, de uma crítica à era virtual em que vivemos. O isolamento dos protagonistas parece ser muito mais um fruto da degeneração das relações sociais advindas do excesso de urbanização que propriamente um fenômeno deste período tecnológico. Uma solidão intrínseca, existissem ou não os computadores e a internet.

Talvez com uma ponta de inveja, talvez para melhorar nossa autoestima brasileira, vale dizer que Medianeras tem um certo toque de Jorge Furtado. Principalmente pela narração espirituosa e do bom texto que pontua toda a ação com saudáveis doses de sarcasmo e observações pertinentes. Como, por exemplo,”O que se pode esperar de uma cidade que dá as costas para o seu rio?”, numa ácida crítica à capital argentina.

Mas as comparações param por aí. O filme tem personalidade forte e própria, e acerta ao transformar o mau humor e a empáfia argentinos (nestes pontos eles se parecem com os franceses) em matéria-prima para a sua própria autoironia.

O filme é o desdobramento do curta homônimo realizado em 2005 pelo menos diretor (Gustavo Taretto, agora aqui estreando na direção de longas), com o mesmo ator principal, e muito premiado em festivais internacionais. Fazer do curta um laboratório para o longa funcionou: este novo Medianeras ganhou os Prêmios de Público da Mostra Panorama do Festival de Berlim e no recente Festival de Gramado.


Crítica: Celso Sabadin/Cineclick

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Citações - Parte 11

Um poeta nunca fica triste por muito tempo, ele transforma suas tristezas, em histórias.

Intragável

Sentou sozinho no bar
Tinha os cabelos
As orelhas
Enxergava bem
Via as pessoas passarem
Os sorrisos aparecerem
Mas estava ali
Sentado sozinho no bar
Não tinha mais aqueles sorrisos
Não tinha mais aqueles olhares
Não tinha mais vontade de fazer qualquer coisa
Ele sentou sozinho no bar
Pediu uma dose
E duas
E três
E já não sabia mais contar nos dedos
O tamanho da sua infelicidade
Ela não compreendia como havia chegado nisso
E sentou sozinho no bar
Sorriu de si mesmo
Ouviu uma música
Pensou no que faria dali pra frente
E terminou sozinho a noite
Na mesa do bar
Na noite da vida.

George Orwell

Eric Arthur Blair (Motihari, 25 de Junho de 1903 – Londres, 21 de Janeiro de 1950), mais conhecido pelo pseudônimo George Orwell, foi um escritor e jornalista inglês. Sua obra é marcada por uma inteligência perspicaz e bem-humorada, uma consciência profunda das injustiças sociais, uma intensa oposição ao totalitarismo e uma paixão pela clareza da escrita.[4] Apontado como simpatizante da proposta anarquista, o escritor faz uma defesa da auto-gestão ou autonomismo. A sua crença no socialismo democrático foi abalada pelo "socialismo real" que ele denunciou em Animal Farm.

Considerado talvez o melhor cronista da cultura inglesa do século XX, Orwell se dedicou a escrever ficção, artigos jornalísticos polémicos, crítica literária e poesia. Ele é mais conhecido pelo romance distópico Nineteen Eighty-Four (1949) e pela novela satírica Animal Farm (1945). Juntas, estas obras venderam mais cópias do que os dois livros mais vendidos de qualquer outro escritor do século XX. Um outro livro de sua autoria, Homage to Catalonia (1938) - um relato se sua experiência como combatente voluntário no lado republicano da Guerra Civil Espanhola - também é altamente aclamado, assim como seus ensaios sobre política, literatura, linguagem e cultura.

A influência de Orwell na cultura contemporânea, tanto popular quanto política, perdura até os dias de hoje. Vários neologismos criados por ele, assim como o termo orwelliano - palavra usada para definir qualquer fenómeno social draconiano ou manipulativo ou um conceito contrário à uma sociedade livre - já fazem parte do vernáculo popular.

Romances
Dias na Birmânia
A Filha do Reverendo
Moinhos de Vento
Um Pouco de Ar, Por Favor!
A Revolução dos Bichos
1984

Baseadas em experiências pessoais
Na Pior em Paris e Londres
A Caminho de Wigan
Lutando na Espanha

Ensaios, artigos e outros escritos
"The Spike" (1931)
"A Hanging" (1931)
"Shooting an Elephant" (1936)
"Bookshop Memories" (1936)
"Charles Dickens" (1939)
"Boys' Weeklies" (1940)
"Inside the Whale" (1940)
"The Lion and The Unicorn: Socialism and the English Genius" (1941)
"Wells, Hitler and the World State" (1941)
"The Art of Donald McGill" (1941)
"Rudyard Kipling" (1942)
"Looking Back on the Spanish War" (1943)
"W. B. Yeats" (1943)
"Benefit of Clergy: Some notes on Salvador Dali" (1944)
"Arthur Koestler" (1944)
"Raffles and Miss Blandish" (1944)
"Notes on Nationalism" (1945)
"How the Poor Die" (1946)
"A Nice Cup of Tea" (1946)
"The Moon Under Water" (1946)
"Politics vs. Literature: An Examination of Gulliver's Travels" (1946)
"Politics and the English Language" (1946)
"Second Thoughts on James Burnham" (1946)
"Decline of the English Murder" (1946)
"Some Thoughts on the Common Toad" (1946)
"A Good Word for the Vicar of Bray" (1946)
"In Defence of P. G. Wodehouse" (1946)
"Why I Write" (1946)
"The Prevention of Literature" (1946)
"Such, Such Were the Joys" (1946)
"Lear, Tolstoy and the Fool" (1947)
"Reflections on Gandhi" (1949)

Poemas
"Romance"
"A Little Poem"
"Awake! Young Men of England"
"Kitchener"
"Our Minds are Married, But we are Too Young"
"The Pagan"
"The Lesser Evil"
"Poem from Burma"

Citações
Todos os animais são iguais mas alguns animais são mais iguais que os outros

O homem é a única criatura que consome sem produzir

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir

A guerra é a paz. A liberdade é a escravatura. A ignorância é a força

Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado... quem controla o passado, controla o futuro. Quem controla o presente agora?! Agora testemunhe, esta logo atras da porta

Quando se ama alguém, ama-se, e quando não se tem nada mais para lhe dar, ainda se lhe dá amor

Ocorreu-lhe que a vida toda de um homem era desempenhar um papel, e que achava perigoso abandonar, por um momento que fosse, sua falsa personalidade

As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter pradões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas.

A dança do vestido

Ela vestiu seu melhor vestido
Não tinha mais a beleza de outrora
Seus cabelos já tinham mechas brancas
Seus olhos eram fundos
Seu corpo era flácido
Seus dentes não tinham mais aquela brancura
Ainda tinha os olhos claros que encantavam
Mas não tinha os dias lúcidos
Não tinha mais os bons amantes
Não era desejada
Nem sonhava mais
Tinha perdido a capacidade de ser atraente
Tinha apenas o espelho
Que a encarava de cima a baixo
Era só uma mulher agora
E esse era seu mundo.

The Raconteurs

The Raconteurs é uma banda estadunidense de rock formada em 2005, em Detroit, cujos membros já eram conhecidos por outros projetos musicais, como The Greenhornes, Blanche e White Stripes

História
Jack White conta que a intenção de ter um novo projeto vinha de tempos. Ele resolveu mostrar a Brendan uma melodia que havia feito, que se interessou, e assim surgiu a gênese da banda—a faixa “Steady As She Goes”, a primeira composição. Logo depois, os dois integrantes do Greenhornes completaram o time. A partir daí, o álbum nasceu naturalmente. Não por acaso, "raconteurs", em francês, menciona os contadores de história da Idade Média: as letras—por vezes, adolescentes—sempre narram a trajetória de um homem que não sabe se quer crescer e vive em busca de sua maturidade, seu amor e equilíbrio. Parecem sugerir uma analogia com a essência da própria banda—em que seus integrantes buscam a criatividade em um contexto diferente ao de suas experiências anteriores.

A sonoridade de seu primeiro CD "Broken Boy Soldiers" é bastante setentista, com muitas referências ao som do The Who até John Lennon em "Hands", do Small Faces em "Intimate Secretary", do The Doors e Deep Purple em "Store Bought Bones", e o resto todo do Led Zeppelin.

Discografia
Álbuns
Broken Boy Soldiers
Consoler Of The Lonely

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Fagulhas

A lucidez não é o caminho, estar sóbrio é a perdição, quanto mais emergido dentro de si você está, mais chances tem de sobreviver.

E não é

Uns achavam que sabiam de fato o que faziam, outros faziam o que de fato achavam, e ninguém sabia o que estava fazendo no final das contas.

Sopa de letrinhas

Palavras
Palavras
E mais palavras
Podemos falar milhares delas
Umas mexem com as pessoas
Outras as afastam
É a lógica circular funcionando
As leis
Os jogos
Conquistas
Inícios
Fins
Meios
As coisas se misturam com a escolha delas
As palavras
Estão ali
Burbulhando
Você nunca sabe qual escolher
E quando deixa de se importar com elas
O que sobra a não ser palavras
Não ditas, palavras.

A fita branca

Em A Fita Branca, o cineasta Michael Haneke volta a aproximar-se de filmes desafiadores de sua carreira, como Caché e A Professora de Piano, para contar uma parábola sobre a maldade humana.

O narrador da história, que se passa às vésperas da Primeira Guerra Mundial, é um professor de uma pequena aldeia no norte da Alemanha. Nesse local provinciano, de poucos moradores, que diversas tragédias se descortinam a partir do momento em que o médico local é vítima de um atentado que o leva a cair do cavalo. O acontecimento assusta os moradores de imediato, que passam a testemunhar estranhas e violentas situações no pequeno povoado.

Paralelamente, observamos em A Fita Branca como as crianças da aldeia sofrem, principalmente com o excesso de rigor na educação. Chegar mais tarde depois da escola pode ser motivo de açoitamento. É com brutalidade extrema que os adultos educam suas crianças e todas as tragédias do filme são consequência desses atos violentos. A fita branca do título remete ao símbolo utilizado pelo pastor local na educação de seus filhos: ela simboliza a inocência, a qual ele acredita estar sendo perdida por qualquer deslize natural de seus filhos. Inevitavelmente, as crianças nesta aldeia crescem com uma noção precisa do senso de crueldade. O único personagem que parece ter certo distanciamento mais crítico, digamos, da realidade toda é o professor e narrador, que vive sozinho, longe do pai. Coincidência? Haneke não quer apresentar respostas ou analisar a complicada essência humana: ele dá espaço para que o espectador pense nestas questões e por isso a perturbação.

Haneke desenvolve um drama de forma silenciosa, com fotografia em preto-e-branco. Sem grandes movimentações de câmera – aliás, a câmera está parada o tempo todo, contemplando a ação, em enquadramentos perfeitos -, firulas estéticas e numa montagem sóbria, A Fita Branca é desenvolvido sobre o roteiro e as atuações, especialmente do elenco infantil, dando a base perfeita para que o espectador se sinta no mínimo incomodado com a crueldade adulta que permeia todo o longa. É um filme forte, contundente e reflexivo. Premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2009, Haneke mostra mais uma vez que seu cinema não perde a força com o tempo, pelo contrário: o cineasta consegue provocar o espectador como poucos.

Crítica: Angélica Bito/Cineclick

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Circunferência

Me servi de mais uma dose de vida
Jovem
Não tão alinhado como outrora
Rugas
Ainda não
Com um pouco de vontade
E um punhado de sorte
Poderia chegar a algum lugar
Onde seria
Talvez um dos bons lugares
Pouco me importava agora
Tinha uma semana
Algumas cervejas na geladeira
E umas boas histórias pra contar.

LCD Soundsystem

LCD Soundsystem foi uma proeminente banda de dance-punk nova-iorquina. Foi liderada pelo cantor, compositor e produtor americano James Murphy, co-fundador do selo de gravação DFA Records. O grupo lançou três álbuns criticamente aclamados.

No dia 5 de Fevereiro de 2011, um anúncio foi postado no website da banda que anunciava o fim do grupo e a data de um concerto de despedida, que ocorreu no dia 2 de Abril de 2011, no Madison Square Garden. A última apresentação televisionada foi ao ar no dia 14 de Fevereiro de 2011 no programa The Colbert Report.

História
A banda ganhou a atenção com seu primeiro single, "Losing My Edge". Mais tarde, Murphy lançou um álbum duplo auto-intitulado em fevereiro de 2005, tendo sido muito bem acolhido pela crítica especializada. O disco abre com a música "Daft Punk Is Playing at My House" e torna-se hit no mundo inteiro, estabelecendo a banda como uma das principais novidades da música na altura.
Ainda no mesmo ano, a banda recebe duas nomeações para o Grammy, uma como melhor música electrónica e dance music.

A banda é eleita por várias revistas, como a maior revelação do ano. Em 2004 apresenta-se em São Paulo pela primeira vez no Brasil como atração da edição brasileira do festival espanhol Sonar.
Em 2006, Introns, ama compilação de B-sides contém uma versão de "Slowdive" de Siouxsie and the Banshees. Também em 2006, a banda apresenta-se no festival de música electrónica Skol Beats da cidade de São Paulo, dividindo o palco com artistas como Prodigy, DJ Marky e Armin van Buuren. No mesmo ano, lançam uma faixa chamada "45:33", como parte de uma promoção da Nike, para download exclusivo no iTunes.

Em março de 2007, a banda lança um novo álbum chamado "Sound of Silver". O álbum, sucesso de vendas e críticas, recebeu uma indicação ao Grammy, pelo melhor disco de música eletrônica/dance. No fim de 2007, foi eleito o melhor álbum do ano por várias publicações musicais (Uncut, The Guardian, NME, entre outras). A revista norte-americana Time nomeou a canção All My Friends como uma das melhores do ano.

Em novembro de 2007, o grupo se apresenta no Brasil pela terceira vez. O show aconteceu em São Paulo, na casa Via Funchal, com a abertura do músico sueco The Field.
No fim da turnê de Sound of Silver, o grupo lança a faixa inédita Big Ideas para a trilha sonora do filme 21.

Após anos de produção, o LCD Soundsystem lança o seu álbum inédito This Is Happening. O disco, bem elogiado pela mídia, vazou antes do seu tempo, o que gerou frustração de James Murphy. A primeira canção de trabalho do disco, Drunk Girls, teve o clipe dirigido pelo conceituado Spike Jonze.

No momento, o grupo segue em turnê por vários festivais de 2010, de Coachella à Lollapalooza.
No começo de fevereiro de 2011 o vocalista da banda James Murphy, declarou no site do LCD Soundsystem o fim das atividades da banda após a turnê: "Será o nosso último show. Nós estamos nos aposentando o jogo. Caindo fora. Saindo. Mas, apenas por mais uma noite, nós vamos tocar com nossos amigos e família por quase 3 horas --tocando coisas que nunca tocamos antes e gostaríamos que vocês estivessem lá. Se você vier, gostaríamos que todas as pessoas viessem de branco. Ou preto. Ou preto e branco. E venha pronto para se divertir".

Discografia
Álbuns de estúdio
LCD Soundsystem (2005)
Sound of Silver (2007)
This Is Happening (2010)

Álbuns digitais
Introns (2006)
45:33 (2006)

Onde baixar os discos

Fonte: Wikipidea e Alguns Sons

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Musica para os olhos

O sol tocava meu rosto
Pessoas dormiam ao meu lado
Outras falavam sobre banalidades furtivamente
O carro
A puta
O beato
O bohemio
Carnaval
Eram só um assuntos
Era um não assunto
Era o nada
A palavra mal dita
A expressão mal usada.

Monteiro Lobato

José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882 – São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Influências
Lobato ostensivamente revelava, em seus livros, as influências que recebeu diretamente dos autores de obras infantis, desde os fabulistas clássicos, como Esopo e La Fontaine, aos personagens dos desenhos animados que então surgiam nas telas do cinema, como Popeye e sua trupe, o Gato Félix e outros.

As crianças do Sítio visitavam e eram visitados por todas personagens do imaginário literário, e Peter Pan convivia ao lado de figuras folclóricas, como o Saci, tudo isto permeado pela forte presença de uma característica então comum no meio rural: a tradição oral de "contar histórias" - e quase sempre é assim que Tia Nastácia e Dona Benta introduzem aos leitores, os novos assuntos que dão mote aos livros do autor.

Dentre os clássico explicitamente citados por Lobato, encontram-se Lewis Carroll, Carlo Collodi (criador do Pinóquio) e J. M. Barrie, além de outros que, presume-se, tenham-no influenciado diretamente, dadas as semelhanças, como L. Frank Baum (de O Mágico de Oz) e Wilhelm Busch.

Obra
Livros infantis
O livro que lançou Lobato foi "A menina do narizinho arrebitado", em 1920, nunca reeditado, exceto em uma pequena edição fac simile em 1981, e hoje considerada uma obra rara tanto a primeira edição quanto a edição fac simile. A maioria das histórias de seus livros infantis se passavam no Sítio do Picapau Amarelo, um sítio no interior do Brasil, tendo como uma das personagens a senhora dona da fazenda Dona Benta, seus netos Narizinho e Pedrinho e a empregada Tia Nastácia. Esses personagens foram complementados por entidades criadas ou animadas pela imaginação das crianças na história: a boneca irreverente Emília e o aristocrático boneco de sabugo de milho Visconde de Sabugosa, a vaca Mocha, o burro Conselheiro, o porco Rabicó e o rinoceronte Quindim.

No entanto, as aventuras na maioria se passam em outros lugares: ou num mundo de fantasia inventados pelas crianças, ou em histórias contadas por Dona Benta no começo da noite. Esses três universos são interligados para a histórias e lendas contadas pela avó naturalmente se tornarem cenário para o faz-de-conta, incrementado pelo dia-a-dia dos acontecimentos no sítio.
Coleção Sítio do Picapau Amarelo

1921 - O Saci
1922 - Fábulas
1927 - As aventuras de Hans Staden
1930 - Peter Pan
1931 - Reinações de Narizinho
1932 - Viagem ao céu
1933 - Caçadas de Pedrinho
1933 - História do mundo para as crianças
1934 - Emília no país da gramática
1935 - Aritmética da Emília
1935 - Geografia de Dona Benta
1935 - História das invenções
1936 - Dom Quixote das crianças
1936 - Memórias da Emília
1937 - Serões de Dona Benta
1937 - O poço do Visconde
1937 - Histórias de Tia Nastácia
1939 - O Picapau Amarelo
1939 - O minotauro
1941 - A reforma da natureza
1942 - A chave do tamanho
1944 - Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes)
1947 - Histórias diversas

Outros livros infantis
Alguns foram incluídos, posteriormente, nos livros da série O Sítio do Picapau Amarelo. Os primeiros foram compilados no volume Reinações de Narizinho, de 1931, em catálogo apenas como tal até os dias atuais.

1920 - A menina do narizinho arrebitado
1921 - Fábulas de Narizinho
1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho)
1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho)
1924 - A caçada da onça
1924 - Jeca Tatuzinho
1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho)
1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho)
1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho)
1929 - O circo de escavalinho (incluído em "Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos)
1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho)
1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho)
1933 - Novas reinações de Narizinho
1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas)

Tradução e adaptação de livros infantis;
Lobato também traduziu e adaptou os livros infantis:
Contos de Grimm,
Novos Contos de Grimm,
Contos de Anderson,
Novos Contos de Anderson,
Alice no País das Maravilhas,
Alice no País dos Espelhos,
Robinson Crusoe,
Contos de Fadas e
Robin Hood.

Livros para adultos
O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918)
Urupês (1918)
Problema vital (1918)
Cidades mortas (1919)
Ideias de Jeca Tatu (1919)
Negrinha (1920)
A onda verde (1921)
O macaco que se fez homem (1923)
Mundo da lua (1923)
Contos escolhidos (1923)
O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
O Presidente Negro/O choque (1926)
Mr. Slang e o Brasil (1927)
Ferro (1931)
América (1932)
Na antevéspera (1933)
Contos leves (1935)
O escândalo do petróleo (1936)
Contos pesados (1940)
O espanto das gentes (1941)
Urupês, outros contos e coisas (1943)
A barca de Gleyre (1944)
Zé Brasil (1947)
Prefácios e entrevistas (1947)
Literatura do minarete (1948)
Conferências, artigos e crônicas (1948)
Cartas escolhidas (1948)
Críticas e outras notas (1948)
Cartas de amor (1948)

Citações
"De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo."

"Eu me acho capaz de escrever para os Estados Unidos por causa do meu pendor para escrever para crianças. Acho o americano sadiamente infantil."

"Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira — mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum."

"O livro é uma mercadoria como outra qualquer; não há diferença entre o livro e um artigo de alimentação. (...) Se o livro não vende é porque ele não presta".

"Tudo vem dos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos."

"Quem morre pelo seu país vive eternamente."

"No Brasil subtrai-se; somar, ninguém soma."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Com você.

Se chorar
Enxugarei suas lágrimas
Se quiser desabafar
Te ouvirei
Se tiver um problema
Tento te dar a solução
Se tiver preguiça de levantar pela manhã
Te trago o café na cama
Se estiver triste
Te faço carinho até pegar no sono
Se quiser sorrir
Eu vou sorrir com você
Se tiver irritada
Te leio uma história antes de dormir
Se quiser silêncio
Fecho a porta e desligo a luz
Só não desista
E nem se esqueça
Que sempre cuidarei de você.

Eu Matei Minha Mãe

A produção canadense Eu Matei Minha Mãe (J'ai tué ma mère, 2009) propõe-se a explorar a natureza da relação entre mãe e filho tomando como exemplo a problemática relação entre Hubert (Xavier Dolan) e sua mãe Chantale (Anne Dorval).

Dolan, diretor e protagonista do filme, escreveu a história quando tinha 16 anos, com base em suas próprias experiências. Na forma de um desabafo cinematográfico, as angústias de Hubert são mostradas na tela com muita intensidade e é por se basear em um sentimento real que as situações não parecem extremas ou caricatas.

Hubert frequenta o colegial e discute com a mãe no café da manhã, no carro, no jantar... A raiva que ele sente de Chantale se agrava ainda mais quando ele conhece a mãe de seu seu namorado, Antonin (François Arnaud), mulher liberal, que leva garotos mais jovens pra casa, não vê problema na homossexualidade do filho e até permite que ele fume maconha em seu quarto.

No entanto, por mais que às vezes Hubert perca o controle e externe sua raiva e frustração de forma violenta, este não é um filme sobre ódio pela mãe. É evidente que Hubert ama Chantale. Se não houvesse amor, não haveria tamanha intensidade na raiva. Temos aqui um sentimento que não é unicamente benigno e está mais para aquele amor em busca de reconciliação de Fernando Pessoa, que pede "tempo para acertar nossas distâncias".

Eu Matei Minha Mãe não é maniqueísta. Hubert não discute com a mãe porque ela é má ou o priva de suas vontades. Chantale está ali tão perdida quanto o filho que criou sozinha, sem saber como impor-lhe disciplina ou recuperar a proximidade que existia quando ele era apenas um menino.

Além do foco na atuação, Dolan também faz boas escolhas como diretor, utilizando a imagem para complementar a narrativa - peca apenas quando tenta desnecessariamente intensificá-la com simbolismos (borboletas e imagens de santas: quem aguenta?). Mas, para aqueles que se identificam com a situação ali retratada, não há como deixar o cinema intocado. A força do filme está mesmo no emocional.