Preciso viver
Encontrar alguém
Que de sentido
A minha existência
Preciso escolher
Os seres imperfeitos
Pra conviver comigo
Nos dias de verão
Preciso chorar
Desabafar e esquecer
A realidade que me cega
Preciso sorrir
Esquecer que a vida passa
Que a morte chega
Que o corpo decai
Preciso acordar
E sair pra ver o mar
Entrar em sintonia
Com a natureza
Pois amanha talvez não acorde
Preciso sentir
O vento no meu rosto
O som dos pássaros
Os cabelos da mulher desejada
Preciso lutar
Pelos meus objetivos
E por metas desejadas
Preciso encarar
Meus medos de frente
Nadar contra a corrente
E não desanimar jamais
Preciso amar
Quem tanto me ama
Na rua , na cama
Tarde ou cedo
Com coragem ou medo
Escrever me cansa
Não perca esperança
Pro mundo mudar
Eu preciso
Tu precisa
Precisamos, mude.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
The Black Keys
The Black Keys é uma dupla americana de blues-rock formada pelo vocalista/guitarrista Dan Auerbach e pelo baterista/produtor Patrick Carney no ano de 2001 em Akron, Ohio.
Carreira
Início com o álbum The Big Come Up (2001—02)
The Black Keys foi formado em 2001 e no início da carreira já era bastante ativo na cena underground de Akron, Ohio. A banda lançou seu álbum de estréia The Big Come Up em 2002 e fez muito sucesso para uma banda de rock independente. The Big Come Up bem como o álbum seguinte Thickfreakness (lançado em 2003), foram gravados no porão da casa de Patrick, sendo utilizado um gravador de fita cassete dos anos 80. O álbum gerou dois singles lançados em um EP, Leavin' Trunk e She Said, She Said no qual ambas as músicas são regravadas de outros artistas. Leavin Trunk é um blues tradicional e She Said, She Said foi gravado originalmente pelos Beatles. I'll Be Your Man é o tema da série americana Hung do canal HBO.
Thickfreakness (2003)
A banda lançou Thickfreakness em Abril de 2003 que juntamente com The Big Come Up, foi gravado no porão da casa de Patrick. O álbum foi favorecido pelos críticos e três singles foram lançados desse álbum: Set You free, Hard Row e uma regravação de Have Love Will Travel. Set You Free foi trilha sonora do filme School of Rock bem como na comédia I Love You, Man de 2009.
Em 16 de setembro de 2003 lançaram um EP dividido com a banda The Six Parts Seven intitulado The Six Parts Seven/The Black Keys EP que contou com uma música do The Six Parts Seven e três músicas do The Black Keys.
Rubber Factory e o primeiro álbum ao vivo (2004—05)
Rubber Factory, o terceiro álbum da banda, foi lançado em 2004. Com Thickfreakness e Rubber Factory a banda ganhou reconhecimento e popularidade, alavancando a carreira. Rubber Factory foi gravado em uma fábrica abandonada em Akron no início de 2004. De acordo com Patrick, esta fábrica foi demolida no início de 2010.
Os destaques do álbum são 10 A.M. Automatic, 'Til I Get My Way e Girl Is On My Mind que foram lançados em um EP. When The Lights Go Out foi usado em trailers para o filme Black Snake Moan. 10 A.M. Automatic foi usado no Live Free or Die, The Go Getter, como trilha sonora para o MLB '06: The Show e para um comercial da American Express. The Go Getter também destacou Keep Me. Grown So Ugly foi destaque no filme Cloverfield e Girl Is On My Mind nos comerciais da Sony Ericcson e Victoria's Secret.
Durante este tempo eles também abriram show para bandas como Pearl Jam, Beck, Radiohead e Sleater-Kinney. Durante este tempo, a banda lançou também seu primeiro álbum ao vivo: Live, lançado em 2005 gravado no The Metro Theatre em Sydney, Australia.
The Moan é um EP que foi lançado em 19 de janeiro de 2004, destacando Have Love Will Travel como uma versão alternativa de Heavy Soul e duas regravações.
Magic Potion e outros lançamentos (2006—07)
Os Black Keys lançaram Chulahoma: The Songs of Junior Kimbrough, um EP com regravações da Fat Possum Records da qual Junior Kimbrough é o fundador. Kimbrough e sua banda anteriormente haviam regravado The Big Come Up. O EP foi lançado em 2 de maio de 2006. Quatro dias depois, os Black Keys lançaram seu segundo álbum ao vivo: Live in Austin também conhecido como Thickfreakness in Austin. Foi gravado em 24 de outubro de 2003 e lançado em 6 de maio de 2006.
Logo após, eles lançaram seu quarto álbum: Magic Potion que foi o primeiro álbum com a gravadora Nonesuch Records. O álbum destacou três singles: You’re the One, Your Touch e Just Got To Be. Your Touch foi destaque no filme de 2009 Zombieland, Just Got To Be faz parte da trilha sonora do jogo de vídeo game NHL 08. Os Black Keys regravaram uma versão de “The Wicked Messenger” da trilha sonora de I’m Not There e também gravaram "If You Ever Slip”, uma música escrita por Jesse Harris para a trilha sonora de The Hottest State.
Attack & Release e o projeto Blakroc (2008—09)
Attack & Release, o quinto álbum da banda, foi produzido por Danger Mouse e lançado em 1 de abril de 2008 tendo “vazado” na internet em 4 de março. Attack & Release estreou em 14º na Billboard Top 200. Os singles deste álbum foram ‘’Strange Times’’, ‘’I Got Mine’’ e ‘’Same Old Thing’’. ‘’Strange Times’’ foi destaque nos jogo Grand Theft Auto IV e NASCAR 09. ‘’I Got Mine’’ foi nomeada a 23ª melhor música pela revista Rolling Stone na lista das 100 melhores músicas de 2008. ‘’Lies’’ foi utilizada em episódios de Big Love, Lie to Me e foi cantada por Kelly Clarkson ao vivo em sua turnê All I Ever Wanted Tour. ‘’So He Won’t Break’’ foi destaque em um episódio de One Tree Hill. De acordo com uma entrevista para a Pitchfork Media, a banda colaborou em um álbum com Ike Turner, para ser produzido por Danger Mouse e lançado em 2007, mas a idéia se tornou impossível com a morte de Turner em dezembro de 2007. “’’Algumas gravações que finalizamos, ficaram bem parecidas com Screamin’ Jay Hawkins” disse Patrick para a revista ‘’Flaunt’’ em abril de 2008.
Live at the Crystal Ballroom é um vídeo álbum lançado em 18 de novembro de 2008. Foi filmado em 4 de abril de 2008 em Portland no Crystal Ballroom.Em 17 de outubro de 2008, a banda abriu um show para seus conterrâneos da banda Devo em um show beneficente em ‘’The Akron Civic Theater’’ para o candidato a presidência Barack Obama. Chrissie Hynde do The Pretenders, também nativa de Akron que estudou na Firestone High School seguiu a mesma linha. Em novembro eles fizeram uma turnê pela Europa junto com Liam Finn. Em 6 de julho de 2009, os Black Keys realizaram juntamente com os The Roots, TV on the Radio, Public Enemy, Antibalas e outros artistas, a ‘’2nd Annual Roots Picnic’’ no ‘’Festival Pier ‘’ na Philadelphia. Os Black Keys também se juntaram à 9º edição do Independent Music Awards como jurados para músicos independentes que queriam seguir carreira.
Em 10 de fevereiro de 2009, o vocalista e guitarrista Dan Auerbach lançou seu álbum solo de estréia: Keep It Hid. Durante este tempo, o baterista Patrick Carney formou uma banda de indie rock chamada Drummer que atualmente assinou contrato com a gravadora de Carney, a Áudio Eagle Records. Drummer lançou seu álbum de estréia, Feel Good Together em setembro de 2009.
Blakroc é um álbum coletivo, destacando The Black Keys e muitos artistas de hip hop lançados na Black Friday. O projeto foi apoiado e reunido por Damon Dash, que é um grande fã dos Black Keys. O álbum conta com rappers como Mos Def, RZA, Raekdown, Ludacris, Pharoahe Monch, Q-Tip, NOE, Jim Jones, Nicole Wray, M.O.P. e Ol’ Dirty Bastard. O álbum foi gravado em Brooklyn, Nova York. Dan Auerbach escreveu no site oficial do Blakroc “Patrick e eu nos preparamos para essa gravação desde quando tínhamos 16 anos de idade.”
Brothers (2010—2011)
Brothers foi lançado a 18 de Maio de 2010, apresentando uma lista de 15 faixas. O álbum foi priduzido pelos Black Keys e Mark Neill, e masterizado por Tchad Blake.
A Revista Rolling Stone colocou Brothers na posição número 2 nos Melhores Álbuns de 2010 e "Everlasting Light" em 11º na lista de Melhores Singles de 2010. A 14 de Dezembro de 2010, a Spin nomeiam os The Black Keys como Artista do Ano para 2010.
Os The Black Keys foram nomeados para três prémios da Billboard Music Awards: Melhor Artista Alternativo, Melhor Álbum de Rock e Melhor Álbum Alternativo, para o álbum Brothers.
El Camino (2011-presente)
Os Black Keys iniciaram as gravações para o seu sétimo álbum de estúdio por volta de Março de 2011. Eles supostamente gravaram no novo estúdio de Dan em Nashville, no Tennessee.
A 14 de Julho de 2011, os Black Keys, numa entrevista com a Spin revelaram que eles tinham terminado o álbum, comparando as influências sonoras a The Clash e The Cramps. O álbum foi lançado a 6 de Dezembro de 2011.
A Revista Rolling Stone colocou El Camino como número 12 na lista dos 50 melhores álbuns do ano. E "Little Black Submarines" foi número 18 na lista dos 50 melhores singles.
Discografia
Álbuns de estúdio
The Big Come Up (2002)
Thickfreakness (2003)
The Moan (2004)
Rubber Factory (2004)
Chulahoma (2006)
Magic Potion (2006)
Attack & Release (2008)
Brothers (2010)
El Camino (2011)
Álbuns de colaboração
Blakroc (2009)
Onde baixar os discos
Fonte: Wikipidea e Alguns Sons
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Garrafas plásticas
As horas
Todas elas
E a vontade louca de que passassem
Hoje eu não queria falar
Hoje eu não queria ouvir
Queria apenas o silêncio do homem comum
O silêncio do homem que fala
O silêncio do homem que cala.
Todas elas
E a vontade louca de que passassem
Hoje eu não queria falar
Hoje eu não queria ouvir
Queria apenas o silêncio do homem comum
O silêncio do homem que fala
O silêncio do homem que cala.
Pi
Incrível como as surpresas aparecem do nada. Conheci Darren Aronofsky em O Lutador, de 2009. Um bom filme que realmente merecia seus créditos, e na época pensei que era o melhor que o diretor poderia fazer. Me enganei feio. Há uns dias vi o incrível Réquiem Para Um Sonho e me surpreendi ao ver que Aronofsky aparecia mais uma vez após tanto tempo num filme tão bom quanto o outro.
Agora vejo seu primeiro filme, Pi, e me surpreendo ainda mais. Não que tenha gostado deste tanto quanto Réquiem, mas é inegável a sensação de estar defronte a uma obra. E, ainda mais, Pi foi feito com um visual totalmente independente, sem qualquer gasto exorbitante.Apenas com 60,000 dólares, o filme faturou 53 vezes mais só nos Estados Unidos. Para se ter uma ideia, a mãe do diretor que criou os figurinos e o espaço foi cedido a partir de um negócio da família Aronofsky.
Maximillian Cohen (Sean Gullette) é um gênio matemático antissocial que acredita que o nosso mundo é feito de padrões matemáticos e, graças a isso, sua maior ambição é achar um padrão na bolsa de valores. Quando Max começa, aos poucos, a adivinhar a queda da bolsa, ele se depara com um misterioso número de 216 dígitos. Perguntando o significado para seu mentor, Sol Roberson (Mark Margolis), ele recebe uma resposta vaga sobre um bug da internet. Mas ele vê o quão perto está de seu padrão com esse números quando representantes de Wall Street e rabinos da religião judaica o procuram para desvendar mistérios relacionados a seu trabalho.
Bom roteiro, Darren conseguiu relacionar a matemática com a religião e a economia de um modo surreal e inteligente, com uma lógica inegável. Vemos através de algumas cenas como o diretor é o mesmo que Réquiem Para Um Sonho: tanto os personagens deste quanto o protagonista de Pi utilizam drogas para poderem pensar claramente e nas duas obras vemos closes nos remédios para demonstrar que eles foram utilizados, e esses closes se repetem freneticamente ao decorrer da película.
A obsessão do personagem de Sean Gullette é outro atrativo em especial na obra, o quanto ele se treme a medida que as relações sociais dele aumentam, toda a mania de perseguição que ele sofre e por começar a misturar a realidade com o sonho. As atuação, principalmente Sean Gullette e Mark Margolis são bem convincentes, conseguem segurar o filme.
Vale a pena assistir Pi pois, indubitavelmente, foi o filme mais angustiante que eu já vi. Todos os enquadramentos da câmera, o cenário altamente claustrofóbico, o drama em que a personagem entra, a obsessão de seus delírios matemáticos, de poder colocar tudo do mundo num padrão que ele pode resolver facilmente. Nunca vi cena mais perturbadora que ele cutucando o cérebro com uma caneta. A filmagem em preto e branco só aumenta a tensão causada por esse filme que se abstém de explicações lógicas para dar lugar à própria lógica. Confuso, mas merece ser conferido.
Crítica: Gabriel Neves/Crítica Mecânica
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Thomas Hardy
Thomas Hardy (Higher Bockhampton, Dorset, 2 de julho de 1840 - Max Gate, Dorchester, 11 de janeiro de 1928) foi um novelista e poeta inglês. Autor de obras de grande importância, conhecido pelo pessimismo radical que caracteriza os seus romances.
De uma família de classe média, filho de um próspero construtor civil, passou sua infância no campo. Estudou arquitetura e trabalhou na restauração de edifícios antigos, principalmente igrejas, enquanto escrevia poemas que só publicaria no fim da vida, quando se revelou um extraordinário poeta. No seu período de maturidade (1878-1895), escreveu obras que se tornaram clássicos da literatura inglesa. Também foi um brilhante contista, que traçou perfis psicológicos antitéticos, portadores e conscientes de seus desejos sexuais e de sua própria opressão pela sociedade. O estilo prosaico e objetivo da sua linguagem, cuja temática voltava-se para a velhice, o amor e a morte, influiu na reação anti-romântica. Por tudo isso, foi considerado o "último dos grandes vitorianos".
Hardy casou-se com Emma Lavinia Gifford em 1874. Após a morte da esposa, em 1912, casou-se com Florence Emily Dugdale, autora de livros infantis. Morreu de causas naturais aos 87 anos. Ele está enterrado na Abadia de Westminster.
Obras
The Poor Man and the Lady (1866)
Remédios Desesperados (1871)
Sob a Árvore Verdejante (1872)
Um Par de Olhos Azuis (1873)
Longe da Multidão Estulta (1874)
A Volta do Nativo (1878)
The Trumpet Major (1880)
Dois numa Torre (1882)
O Prefeito de Casterbridge: A Vida e a Morte de um Homem de Caráter (1886)
The Woodlanders (1887)
Wessex Tales (1888)
Tess of the d'Ubervilles (1891)
Judas, O Obscuro (1895)
Wessex Poems and other Verses (1898)
Os Dinastas (1903 - 1908)
Late Lyrics and Ealier (1922)
The Famous Tragedy of the Queen of Cornwall at Tintagel in Lyonnesse (1923)
Citações
As pessoas que possuem alguma força de caráter carregam consigo, como os planetas, a sua atmosfera nas suas órbitas.
A medida da vida deveria ser proporcional à intensidade da experiência mais do que à sua duração.
É magnífico ouvir o silêncio daquele homem.
A verdadeira história de um ser não está naquilo que fez, mas naquilo que pretendeu fazer.
A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso do que temos.
Embora muita coisa seja estranha demais para se acreditar, nada é estranho demais que não possa ter acontecido.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Nostalgia
As melhores noites
Os melhores dias
As melhores madrugadas
Os melhores sorrisos
A foto que olho todos os dias
Quando quero lembrar dos dentes angulares
E dos olhos que se fecham e se abrem rapidamente
Quando olha pra mim
Saudade dos vídeos noturnos
E de dar tchau de capitão
Antes de dormir
Independente do que aconteça
Sempre terei bons dias ao seu lado.
Te amo
Hoje e sempre.
Os melhores dias
As melhores madrugadas
Os melhores sorrisos
A foto que olho todos os dias
Quando quero lembrar dos dentes angulares
E dos olhos que se fecham e se abrem rapidamente
Quando olha pra mim
Saudade dos vídeos noturnos
E de dar tchau de capitão
Antes de dormir
Independente do que aconteça
Sempre terei bons dias ao seu lado.
Te amo
Hoje e sempre.
Daft Punk
Daft Punk é uma dupla de música eletrônica composta pelos músicos franceses Guy-Manuel de Homem-Christo (nascido em 8 de fevereiro de 1974) e Thomas Bangalter (nascido em 3 de janeiro de 1975). Daft Punk alcançou popularidade significativa no final do movimento house dos anos 1990 na França e encontraram sucesso contínuo nos anos seguintes, combinando elementos de house com synthpop. A dupla também é creditada com canções produzidas que são consideradas essenciais na cena da French house. Eles tiveram como empresário, de 1996 à 2008, Pedro Winter (Busy P), o chefe da Ed Banger Records.
No início da carreira do grupo, os membros da banda foram altamente influenciados por grupos como The Beach Boys e The Rolling Stones. Bangalter e Homem-Christo originalmente eram de uma banda chamada Darlin', dissolvida após um curto período de tempo. A dupla se tornou Daft Punk, e lançaram o seu aclamado álbum de estréia, Homework em 1997. O lançamento de 2001, Discovery, foi ainda mais bem sucedido, conduzido pelos singles de club "One More Time", "Digital Love" e "Harder, Better, Faster, Stronger".
Em março de 2005, a dupla lançou o álbum Human After All para críticas diversas.Entretanto, os singles "Robot Rock" e "Technologic" alcançaram sucesso no Reino Unido. Daft Punk fez turnê em 2006 e 2007 e lançou o álbum ao vivo Alive 2007, que ganhou um prêmio Grammy por Melhor Álbum de Eletrônica/Dance. A dupla compôs a trilha para o filme Tron: Legacy e em 2010 lançaram o álbum da trilha sonora do filme.
Daft Punk é reconhecida por seus eleborados shows ao vivo, nos quais os elementos e os efeitos visuais são incorporados com a música. O grupo também é conhecido por sua ênfase nos componentes visuais e história associados com suas produções musicais, bem como por vestirem seus trajes ornamentados de robô em público e enquanto estão em performance
Discografia
Álbuns de estúdio
Homework (1997)
Discovery (2001)
Human After All (2005)
Outros álbuns
2001 - Alive 1997 (álbum ao vivo)
2003 - Daft Club (álbum de remix)
2006 - Human After All: Remixes (álbum de remix)
2006 - Musique Vol. 1 1993–2005 (coletânea)
2007 - Alive 2007 (álbum ao vivo)
2010 - Tron: Legacy (trilha sonora)
2011 - Tron: Legacy Reconfigured (álbum de remix)
Onde baixar os discos
Fonte: Wikipidea e Alguns Sons
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Qualquer coisa
Abrir um pacote de bolacha
Rasgar folhas de papel
Deitar na rede
Comprar meias
Escolher os guardanapos da cozinha
Sentar em silêncio um do lado do outro
Qualquer coisa tem sentido
Quando a companhia
É voce.
Rasgar folhas de papel
Deitar na rede
Comprar meias
Escolher os guardanapos da cozinha
Sentar em silêncio um do lado do outro
Qualquer coisa tem sentido
Quando a companhia
É voce.
Os descendentes

Após a cena pré-créditos de Os Descendentes (The Descendants) a tela fica toda preta e começa uma música. Com apenas algumas notas já sabemos que este é o filme indie que o Oscar vai adotar neste ano. A produção foi dirigida por Alexander Payne, que já havia acertado este mesmo alvo há alguns anos ao abrir algumas garrafas de vinho em Sideways. E, convenhamos, ter George Clooney no elenco obviamente não atrapalha. Aliás, o ator faz por merecer a sua indicação ao prêmio. A cena em que ele aparece correndo de chinelo pelas ruas da sua vizinhança é a antítese da corrida tecnicamente perfeita de um Tom Cruise e por si só já valeria a indicação à estatueta dourada.

No filme, Clooney interpreta Matt King, um dos descendentes do título. Ele e seus primos herdaram de seus ancestrais centenas de hectares de terras que um dia pertenceram à realeza havaiana. Mas enquanto a maioria deles não trabalha, vivendo apenas desta renda, Matt é um advogado e também o responsável legal por gerir tudo o que sobrou do espólio. Às vésperas de fechar um acordo imobiliário de meio bilhão de dólares, sua esposa sofre um acidente de barco e entra em coma. A situação leva Matt a se reaproximar de suas filhas e repensar seu passado e futuro.
Como nos diz Matt em sua primeira interação com o público, o filme também se presta a mostrar um Havaí diferente do paraíso dos resorts de luxo que sempre se vê nos filmes e séries, ou das disputas entre locais e "haoles", como eles chamam os estrangeiros. Existe também a interessante missão não declarada de mostrar ainda que, sim, todo mundo por lá usa camisa havaiana, mesmo em eventos sociais.
A forma praticamente invisível com que Payne comanda o longa-metragem quase nos faz esquecer que estamos no cinema. A trama, que já tem elementos fáceis de se encontra nos cotidianos de qualquer um, se desenrola também como a vida, deixando tudo muito fácil de degustar, até mesmo as partes mais amargas - que não são poucas. A relação pai-filhas do trio formado por Matt, Scottie (Amara Miller) e Alex (Shailene Woodley) leva do riso ao choro sem causar estranheza, nem parecer forçado. Afinal, qual menina de 10 anos não está perdida na sua passagem da infância para a puberdade, ou qual adolescente não quer curtir a vida de quase adulto que está ali na esquina, mas não tem paciência de esperar chegar lá?
Com tantas reflexões, o filme leva ao seu grande destino, o autodescobrimento. É na hora de pegar a filha mais nova na escola que o pai percebe que não existe na sua memória uma lembrança recente de ter feito isso em muito tempo. É ali no hospital, ao ver a mãe paralisada na cama do hospital, que a filha percebe o quanto é parecida com a mãe que ela se acostumou a destratar.
A forma como os fatos são apresentados - em meio a uma investigação particular - fazem o público também parar para pensar no seu próprio dia-a-dia, colocar em perspectiva o que fizeram até aqui e analisar o que vem pela frente. Fidelidade, dinheiro, paternidade, relacionamentos, sentimento de culpa, tudo isso é colocado em xeque de uma forma discreta, mas bastante eficaz. Por tudo isso, Os Descendentes é o queridinho indie do Oscar deste ano. E por méritos próprios.
Crítica: Marcelo Forlani/Omelete
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Bob Dylan
Bob Dylan (nome artístico de Robert Allen Zimmerman; Duluth, 24 de maio de 1941), é um cantor e compositor norte-americano.
Nascido no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961.
Em 2004, Bob Dylan foi escolhido pela revista Rolling Stone, como o 2º melhor artista de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi escolhida como a melhor de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970.
Biografia
Robert Allen Zimmerman (nome hebraico: Zushe ben Avraham) nasceu no hospital St. Mary de Duluth, em Minnesota, no dia 24 de maio de 1941 e cresceu em Hibbing, Minnesota, no Mesabi Iron Range a oeste do Lago Superior. Os estudos realizados por vários de seus biógrafos mostraram que seus avós paternos, Zigman e Anna Zimmerman, emigraram de Odessa (atual Ucrânia) para os Estados Unidos por causa de um pogrom antissemita ocorrido em 1905. Seus avós maternos, Benjamin e Lybba Edelstein, eram judeus lituanos que chegaram à América em 1902. Em sua autobiografia, Crônicas, Vol. 1, Dylan escreveu que o apelido de sua avó materna era Kyrgyz e que sua família era procedente de Istambul.
Seus pais, Abram Zimmerman e Beatrice "Beatty" Stone, faziam parte de uma pequena mas muito unida comunidade judaica. Robert Zimmerman viveu em Duluth até seus seis anos, quando seu pai contraiu poliomielite e sua familia voltou à cidade natal de sua mãe, Hibbing, Minnesota, onde passou o resto de sua infância. Robert passou boa parte de sua juventude escutando rádio: em um primeiro momento, escutando emissoras de Shreveport, em Louisiana, que transmitiam blues e country, e posteriormente, rock and roll.Durante sua estadia na escola, formou várias bandas, como The Shadow Blasters, de curta duração, e The Golden Chords, com a qual chegaria a tocar no programa de busca de talentos Rock and Roll Is Here to Stay. No anuário escolar de 1959, Robert Zimmerman assinalou sua principal ambição "unir-se a Little Richard".No mesmo ano, usando o pseudônimo de Elston Gunn, tocou em duas apresentações com Bobby Vee, acompanhando ao piano e improvisando com palmas.
Em setembro de 1959, Zimmerman se mudou para Minneapolis, para estudar na universidade de Minnesota. Durante a época, seu interesse inicial no rock and roll deu lugar a uma aproximação ao folk. Em 1985, Dylan explicou sua atração pelo folk: "A coisa sobre o rock'n'roll é que para mim de qualquer jeito ele não era suficiente... Havia bons bordões e ritmo pulsante... mas as canções não eram sérias ou não refletiam a vida de um modo realista. Eu sabia que quando eu entrei na música folk, era um tipo de coisa mais sério. As canções eram enchidas com mais desespero, mais tristeza, mais triunfo, mais fé no sobrenatural, sentimentos mais profundos". Logo começou a tocar no 10 O'Clock Scholar, uma cafeteria a poucas quadras do campus universitário, e se viu envolvido no circuito folk de Dinkytown.
Durante seus días en Dinkytown, Zimmerman passou a chamar de "Bob Dylan". Em uma entrevista concedida em 2004, Dylan disse: "Você nasce, sabe, com nomes errados, pais errados. Digo, isso acontece. Você se chama do que quiser se chamar. Este é o país da liberdade".Em sua autobiografia, Crónicas, Vol. 1, Dylan escreveu sobre a mudança de nome: "Eu havia visto alguns poemas de Dylan Thomas. A pronúncia de Dylann e Allyn era parecida. Robert Dylan. A letra D tinha mais força. Entretanto, o nome Roberto Dylan não era tão atraente como Roberto Allyn. As pessoas sempre haviam me chamado de Robert ou Bobby, mas Bobby Dylan me parecia vulgar, e além disso já haviam Bobby Darin, Bobby Vee, Bobby Rydell, Bobby Neely e muitos outros Bobbies. A primeira vez que me perguntaram meu nome em Saint Paul, instintiva e automaticamente soltei: 'Bob Dylan'".
Discografia
Bob Dylan - 1962
The Freewheelin' Bob Dylan - 1963
The Times They Are a-Changin' - 1964
Another Side of Bob Dylan - 1964
Bringing It All Back Home - 1965
Highway 61 Revisited - 1965
Blonde on Blonde - 1966
John Wesley Harding - 1967
Nashville Skyline - 1969
Self Portrait - 1970
New Morning - 1970
Pat Garrett & Billy the Kid - 1973
Before the flood (live) - 1974
Planet Waves - 1974
Blood on the Tracks - 1975
The Basement Tapes - 1975
Desire - 1976
Hard Rain (live)- 1976
Street Legal - 1978
Bob Dylan at Budokan (live) - 1979
Slow Train Coming - 1979
Saved - 1980
Shot of Love - 1981
Infidels - 1983
Real Live (live) - 1984
Biograph (Compilação) - 1985
Empire Burlesque - 1985
Knocked Out Loaded - 1986
Down in the Groove - 1988
Dylan & The Dead (live) - 1989
Oh Mercy - 1989
Under the Red Sky - 1990
Good as I Been to You - 1992
World Gone Wrong - 1993
Time Out of Mind - 1997
Love and Theft - 2001
Modern Times - 2006
Together Through Life - 2009
Christmas In The Heart - 2009
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Fonte: Wikipidea e Alguns Sons
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Apenas o céu
Era uma noite fria em algum lugar do mundo.
O jovem saiu para andar, tinha cansado de fumar seus cigarros no vazio da sua casa, pensou nas possibilidades, talvez tivesse uma noite interessante pela frente.
Parou no primeiro bar que encontrou no caminho, ele tinha sede, na verdade ele gostava mesmo de beber, nem era a sede que o fazia parar ali. Pediu uma dose para o velho no balcão, tomou em um só gole, que sensação boa, era uma das suas coisas preferidas, sentar em um balcão e beber algumas doses, voltar pra casa, escrever um pouco, talvez conseguir uma trepada, era o que ele costumava fazer nas noites de tédio.
Pagou o velho no balcão mesmo, e seguiu andando, encontrou um parque perto de sua casa, se sentou na grama perto de três meninas, eram três, e ele um, apenas uma delas o interessava, seu instinto clamava por aquela mulher, e ele faria tudo para ela ser dele naquela noite.
Falou sobre as estrelas, e a maneira como o universo era formado, elas o olhavam com encanto, ele parecia ainda mais interessante quando acendia seu cigarro, era um belo jovem, tinha um jeito especial de contar histórias, as pessoas normalmente gostavam de ouvi-lo, ele seguia falando sobre a dinâmica dos sonhos e literatura. Encarava a moça do meio furtivamente, finalmente cruzaram os olhares, ele fez um sinal com o olho, ela respondeu rapidamente, ela se levantou e caminhou, tinha um jeito único de mover as pernas, era de uma graciosidade esplendorosa, ela se encantou mais ainda, seu desejo cresceu e um minuto depois ele também levantou, as outras duas jovens se olharam por instantes e perceberam o que acontecera ali.
Cem metros à frente se encontraram, ele a encostou numa árvore no meio do parque e a beijou furtivamente, eles se olharam, olho no olho por instantes, sorriram sem dizer uma palavra e voltaram a se beijar de maneira intensa, quase selvagem, na medida em que o beijo se intensificava, o jovem tocava o corpo da jovem por baixo de seu vestido, sentia seus seios rijos implorando por caricias, soltou uma das alças e a chupou ali encostada por alguns minutos, ela emaranhou seus dedos no cabelo do rapaz e puxou na sua direção pra que ele a chupasse com mais força, ele respondeu, a virou de costas, ela o olhou por cima dos ombros e tirou sua calcinha, e o convidou com o olhar, ele levantou suavemente seu vestido e a comeu com força, ela sorria e gemia alto, o rapaz mesmo com todo seu controle, gozou loucamente ali, tentou se conter, mas não conseguiu, ela tinha um jeito de sorrir que mexia demais com ele, ela ajeitou os cabelos e seu vestido, vestiu sua calcinha, se abraçaram por um tempo e ficaram por ali. Apenas o céu os acompanhava.
Era uma noite quente em algum lugar do mundo.
O espião que sabia demais

O que nos impede de nos matarmos? Seria disciplina, um senso de preservação, um código social, um medo específico? Em Deixa Ela Entrar, fazer o mal é uma tentação sempre presente, estimulada pelo poder de destruir. Para o diretor sueco Tomas Alfredson, o mundo opera numa sucessão de violências a serem contidas - a questão é entender como contê-las.

Muito oportuno, portanto, que seu esperado novo filme, O Espião Que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy), trate da principal sinuca-de-bico que a humanidade enfrentou nessa ânsia de se matar: a Guerra Fria. É um filme tão moral quanto Deixa Ela Entrar, e que também passa por pequenos dramas domésticos, mas numa escala obviamente muito maior.
A trama se ambienta no início dos anos 1970, quando o Serviço de Inteligência do Reino Unido já se encontra alienado do conflito cerebral entre a CIA e a KGB, embora continue no meio do fogo cruzado. Seria uma posição só melancólica se não fosse perigosa; para todos os efeitos, àquela altura todo espião britânico sabia demais, e livrar-se de um ou outro não faria tanta diferença.
George Smiley (Gary Oldman) é um deles. Integrante do Circus, a divisão de elite do serviço secreto, Smiley é dispensado quando uma operação desastrosa em Budapeste custa o cargo de seu chefe, conhecido pelo codinome Control (John Hurt). O ex-espião então faz o que se esperaria de qualquer empregado público aposentado: vai pra casa. O descanso não dura muito, porém. Suspeita-se que um dos quatro remanescentes do Circus seja um homem duplo, infiltrado pelos soviéticos, e o governo convoca o veterano Smiley para descobrir quem.
É ótima a trilha sonora composta por Alberto Iglesias, mas o tema de Smiley é particularmente marcante. A música acompanha toda a cena da despedida inicial do personagem, saindo da sala fechada do Circus, passando pelas escrivaninhas das secretárias, escadas abaixo, até o velho porteiro diante da catraca do prédio. O que dá o tom nesse começo de filme (de uma forma ostensiva até) é a questão geracional - idosos tricotam e adolescentes se beijam - e o choque também está presente dentro do Serviço Secreto, onde os jovens chegam para trabalhar de bicicleta e os velhos andam em silêncio.
O Espião Que Sabia Demais pode passar a impressão de que sua história de "último serviço" (Smiley diante da oportunidade de legar aos mais novos a sua experiência, ao investigar o vira-casaca) implica uma certa nostalgia, mas o filme não se atém a isso. A trama não-linear envolve os demais personagens num cenário que é bem mais complexo do que uma mera museologia do período - e com ela Alfredson tenta encontrar pistas do que impediu que nos destruíssemos no Pós-Guerra.
E aí talvez aquelas quatro opções do início tenham, cada uma, seu peso. Existe um senso de preservação: o respeito à privacidade é a preocupação inglesa por excelência, e não por acaso as tocantes subtramas do filme tratam de afetos secretos e sacrifícios pessoais. Existe uma disciplina: George Smiley não tira os óculos nem para nadar; são óculos (trocados metaforicamente no início do filme para enxergar o novo mundo que começa) de quem se compromete com o trabalho e, por extensão, com a coisa pública. Unindo público e privado há um código social: Alfredson filma à distância, por vitrines e janelas, frequentemente colocando a câmera em espaços fechados e o elenco na rua, como se frisasse que a moral é acima de tudo uma questão de cidadania.
E por fim há um medo específico, justamente o temor do potencial de destruição. Os arroubos de violência em O Espião que Sabia Demais - a coruja morta na sala, a mulher executada diante de um homem que não a conhece - são tão chocantes quanto os de Deixa Ela Entrar, porque inesperados. São fáceis e breves demonstrações de destruição que servem para nos lembrar (sem precisar dizê-lo) da violência maior que seria a consumação da guerra.
Por coadjuvarem entre soviéticos e americanos, os ingleses se prestam, numa licença poética que a literatura e o cinema usam bastante, a observadores ideais do que representou o perigo nuclear. (James Bond não é ícone por acidente.) Tomas Alfredson se apropria dessa licença poética e faz não apenas um grande filme sobre a Guerra Fria como também um belo ensaio sobre os custos de manter a ordem - um preço que George Smiley e os seus pares, funcionários-do-mês de Sua Majestade, tragicamente pagam tão bem.
Crítica: Marcelo Hessel/Omelete
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Gavetas brancas
Era o que eles queriam
Mostrar a verdade
Não se importando com as consequências
O tempo passava
O mundo girava
E a lógica era a mesma
Era uma tarde linda
O sol raiava lá fora
Eu teria mais alguns anos aqui
E o mundo se lembraria de mim
Talvez não como eu gostaria
Mas eu estaria ali
Era uma questão de tempo
Até eu deixar de estar
Não era só uma questão de ser
Era existir
E existir de verdade
Era uma tarefa difícil
Olhei em volta
Ouvia um barulho e não sabia da onde vinha
Era minha mente me dizendo pra acordar
Boa tarde jovem
Essa é a sua vida.
Mostrar a verdade
Não se importando com as consequências
O tempo passava
O mundo girava
E a lógica era a mesma
Era uma tarde linda
O sol raiava lá fora
Eu teria mais alguns anos aqui
E o mundo se lembraria de mim
Talvez não como eu gostaria
Mas eu estaria ali
Era uma questão de tempo
Até eu deixar de estar
Não era só uma questão de ser
Era existir
E existir de verdade
Era uma tarefa difícil
Olhei em volta
Ouvia um barulho e não sabia da onde vinha
Era minha mente me dizendo pra acordar
Boa tarde jovem
Essa é a sua vida.
Hermann Hesse
Hermann Hesse (Calw, 2 de julho de 1877 — Montagnola, 9 de agosto de 1962) foi um escritor alemão, que em 1923 naturalizou-se suíço.
Nascido no seio de uma família muito religiosa, filho de pais missionários protestantes (pietistas, como é típico da Suábia) que tinham pregado o cristianismo na Índia. Estudou no seminário de Maulbronn, mas não seguiu a carreira de pastor como era da vontade de seus pais. Tendo recusado a religião, ainda adolescente, rompeu com a família e emigrou para a Suíça em 1912, trabalhando como livreiro e operário. Acumula então sólida cultura autodidata e resolve dedicar-se à literatura.
Travou contato com a espiritualidade oriental a partir de uma viagem à índia em 1911 e com a psicanálise por meio de um discípulo de Carl Gustav Jung, em decorrência de uma crise emocional causada pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. Estas duas influências seriam decisivas no posterior desenvolvimento da obra de Hesse.
Procurou construir sua própria filosofia, a partir de sua revolta pessoal (Peter Camenzind, 1904) e de sua interpretação pessoal das correntes filosóficas do Oriente (Sidarta), e em especial em O Lobo da Estepe (1927), que é também uma crítica contra o militarismo e o revanchismo vigente na sua terra natal depois da Primeira Guerra Mundial. Esta postura corajosa o fez bastante popular na Alemanha do pós-guerra, depois da desnazificação.
Em 1946 recebeu o Prêmio Goethe e, passados alguns meses, o Nobel de Literatura.The Glass Bead Game foi o último romance de Hesse. Durante os últimos vinte anos de sua vida, Hesse escreveu muitos contos (principalmente lembranças de sua infância) e poemas (frequentemente com a natureza como tema). Hesse escreveu ensaios irônicos sobre sua alienação de escrever (por exemplo, as autobiografias simulada: História da Vida Resumidamente Dita e Aus den Briefwechseln eines Dichters) e passou muito tempo perseguindo o seu interesse em aquarelas. Hesse também ocupou-se com o fluxo constante de cartas que ele recebeu, como resultado do Prêmio Nobel, e como uma nova geração de leitores alemães exploraram seu trabalho. Em um ensaio, Hesse reflete ironicamente sobre sua falha ao longo da vida para adquirir um talento para a ociosidade e especularam que sua correspondência média diária foi de mais de 150 páginas. Ele faleceu em 09 de agosto de 1962 e foi sepultado no cemitério de San Abbondio em Montagnola, onde Hugo Ball também é enterrado.
Obra
1898 Canções românticas
1899 Eine Stunde hinter Mitternacht
1903 Peter Camenzind, romance
1904 Bocaccio, biografia
1904 Francisco de Assis, biografia
1905 Debaixo das rodas (Unterm Rad), romance
1907 Diesseits, cinco contos
1908 Nachbarn, cinco contos
1910 Gertrud, romance
1911 Unterwegs, poesias
1912 Umwege, contos
1913 Aus Indien
1914 Rosshalde
1915 Musik des Einsamen, poesias
1915 Knulp, romance
1917 Demian, romance
1920 Blick ins Chaos, Aufsätze
1922 Sidarta (romance) (Siddhartha), romance
1923 Trost der Nacht, poesias
1927 O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf), romance
1928 Betrachtungen
1928 Krisis, diário
1930 Narciso e Goldmund, (Narziss und Goldmund), romance
1931 Web nach Innen, quatro contos
1937 Neue Gedichte
Correspondência com Romain Rolland
1943 O Jogo das Contas de Vidro, romance
1946 Dank an Goethe
1946 Der Europäer, considerações
1952 - 1957 Obras Compiladas, 7 volumes
Contos
Este lado da vida, romance
O livro das fábulas, romance
Pequeno mundo
1955 Beschwörungen, prosa tardia
1958 Viagem ao Oriente (Die Morgenlandfahrt), romance
Citações
"Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido."
"O homem culto é apenas mais culto; nem sempre é mais inteligente que o homem simples."
"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo."
"Quem é pequeno vê no maior apenas o que um pequeno é capaz de perceber."
"Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a natureza lhe deu."
"Para um tal resultado, podia-se arriscar a vida. Era a este preço que se descobriam os mistérios da arte."
"Entre os seres humanos, mesmo se intimamente unidos, permanece sempre aberto um abismo que apenas o amor pode superar, e mesmo assim somente como uma passagem de emergência."
"Para mim, não existem mais 'pátrias' nem ideais; tudo isso não passa de pura decoração para os governantes, que preparam a próxima matança."
"Só aquele que sabe amar é feliz."
"Só é capaz de se comportar com delicadeza quem tem necessidade dessa mesma delicadeza."
"Solidão é o modo que o destino encontra para levar o homem a si mesmo."
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Papo pro ar
Falando
Falando sozinho
O mundo virava
E a cada volta ele me soprava algo
Eram noites serenas aquelas
Em que acordar e dormir se assemelhavam
Dormia sentado
Acordava sentado
Quadrado
Era um quarto
Quadrado
Que me dizia as verdades
Sem que eu fizesse as perguntas
Metros
E metros
De histórias
Banheiros
E uma casa toda ali
E eu aqui
Quartos
E quartos de hotel
E eu aqui
Falando
E falando sozinho
As palavras podiam tocar as pessoas
Ou afastar elas
Eu decidiria o que falaria
Rispidez
Romance
Prazer
Vida
Sonhos
Planos
Literatura
Cinema
A vontade louca de andar e andar
E voltar
E começar tudo denovo
E continuar
Falando
E falando sozinho.
Falando sozinho
O mundo virava
E a cada volta ele me soprava algo
Eram noites serenas aquelas
Em que acordar e dormir se assemelhavam
Dormia sentado
Acordava sentado
Quadrado
Era um quarto
Quadrado
Que me dizia as verdades
Sem que eu fizesse as perguntas
Metros
E metros
De histórias
Banheiros
E uma casa toda ali
E eu aqui
Quartos
E quartos de hotel
E eu aqui
Falando
E falando sozinho
As palavras podiam tocar as pessoas
Ou afastar elas
Eu decidiria o que falaria
Rispidez
Romance
Prazer
Vida
Sonhos
Planos
Literatura
Cinema
A vontade louca de andar e andar
E voltar
E começar tudo denovo
E continuar
Falando
E falando sozinho.
Morrissey
Steven Patrick Morrissey mais conhecido por Morrissey, (Davyhulme, 22 de maio de 1959), é um cantor e compositor inglês.
Carreira
Ficou conhecido por ser o vocalista da banda inglesa The Smiths. Quando a banda terminou em 1987, Morrissey desenvolveu uma carreira solo bem sucedida e é um dos poucos artistas a ter músicas no Top 10 das paradas do Reino Unido em três décadas diferentes.
Seu primeiro disco solo, Viva Hate foi lançado em março de 1988, seis meses após a separação dos Smiths. Seu parceiro musical neste disco foi o produtor de sua ex-banda, Stephen Street, e teve a participação do guitarrista Vini Reilly, do Durutti Column. As músicas "Suedehead" e "Everyday is like Sunday" (seus dois primeiros singles na carreira solo) fizeram bastante sucesso.
Depois de alguns singles como "The Last of the Famous International Playboy", "Interesting Drug", "November Spawned a monster", Morrissey lançou sua primeira coletânea de singles e b sides, Bona Drag, em 1990.Em 1991, com um novo parceiro, Mark E. Nevin, do Fairground Attraction, Morrissey lança Kill Uncle.
Morrissey então inicia uma parceria duradoura com os guitarristas Alain Whyte e Boz Boorer, e lançaria seus melhores trabalhos: Your Arsenal (1992), produzido pelo ex-guitarrista de David Bowie, Mick Ronson, e Vauxhall and I em 1994, além de um single com Siouxsie, "Interlude". Em 1995 lança Southpaw Grammar e em 1997 Maladjusted.
Morrissey fica um período sem gravadora, mas continua excursionando. Em 2000 faz quatro shows no Brasil.Em 2004 assina com a gravadora Sanctuary Records e lança You Are the Quarry, produzido por Jerry Finn, com grande sucesso de crítica e público.Em 2006 lança Ringleader of the Tormentors, produzido por Tony Visconti, e inicia novas parcerias com o guitarrista Jesse Tobias.
Em 16 de Dezembro de 2006, no concurso televisivo inglês Britain's Greatest Living Icon, "O Maior Britânico Vivo" (numa escolha realizada por meio de votos do público em geral). Morrissey classificou-se em segundo lugar apenas atrás de Sir David Attenborough, ficando à frente de, entre outros, Paul McCartney.
Em 2009, Morrissey lança mais um disco de músicas originais a que chamou de Years of Refusal.
Os concertos de Morrissey ficaram célebres devido ao número incrível de pessoas que constantemente invadiam o palco para poderem tocar no seu herói. Várias vezes os seus shows tiveram que ser interrompidos por causa da quantidade de invasores presentes no palco que tentavam agarrar o cantor.
Vida pessoal
É adepto do vegetarianismo. Durante o começo da carreira nos Smiths, ele dizia em entrevistas que era celibatário. Johnny Marr declarou em uma entrevista 1984 que "Morrissey não participa de sexo no momento e não o fez por um tempo, ele teve um monte de namoradas no passado e muito poucos amigos homens."
Em Setembro de 2010, o cantor fez uma declaração polémica no jornal britânico The Guardian, chamando os chineses de sub-espécie devido à maneira como tratam os animais, privando-os de qualquer direito ou dignidade.
Discografia
Álbuns de estúdio
Viva Hate (1988)
Kill Uncle (1991)
Your Arsenal (1992)
Vauxhall and I (1994)
Southpaw Grammar (1995)
Maladjusted (1997)
You Are the Quarry (2004)
Ringleader of the Tormentors (2006)
Years of Refusal (2009)
Coletâneas
Bona Drag (1990)
World of Morrisey (1995)
Suedehead: The Best of Morrissey (1997)
My Early Burglary Years (1998)
The Best of Morrissey (2001)
Greatest Hits (2008)
Swords (2009)
Ao vivo
Beethoven Was Deaf (1993)
Live at Earls Court (2005)
Who put the "M" in Manchester (2005)- DVD
Onde baixar os discos
Fonte: Wikipidea e Alguns Sons
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Caminho
O corpo padece
A alma carece
A gente entristece
E a vida parece
Um sonho bom
Sonhar com futuro
O sonho mais puro
Sorrir e cantar
Correr e dançar
Brincar de viver
Mas não se esquecer
Que somos humanos.
A alma carece
A gente entristece
E a vida parece
Um sonho bom
Sonhar com futuro
O sonho mais puro
Sorrir e cantar
Correr e dançar
Brincar de viver
Mas não se esquecer
Que somos humanos.
21 gramas

O filme começa numa confusão de cenas, algo totalmente misturado, sem qualquer linearidade padrão. O espectador é jogado num universo onde as cenas se mostram a partir da vontade do diretor e do roteirista da película, todas alternando situações leves e tensas numa mesclagem indistinta entre passado, presente e futuro. Esse é um dos pontos altos de 21 Gramas.
O filme não tem ponto alto, realmente, porque todos os pontos altos são jogados de uma vez só, criando o filme em seu próprio ápice. Enquanto uma situação se acalma, a outra está culminando. E as cenas só são jogadas ainda mais para nossa mente, quando começamos a especular sobre as possíveis tramas, novas cenas reveladoras aparecem quebrando nosso pensamento.
É um filme interativo, nos força a pensar ao mesmo tempo que vemos, pensar para poder montar o quebra-cabeça de 125 minutos jogado ao ar e criar uma história realmente concisa.
O filme não tem ponto alto, realmente, porque todos os pontos altos são jogados de uma vez só, criando o filme em seu próprio ápice. Enquanto uma situação se acalma, a outra está culminando. E as cenas só são jogadas ainda mais para nossa mente, quando começamos a especular sobre as possíveis tramas, novas cenas reveladoras aparecem quebrando nosso pensamento.
É um filme interativo, nos força a pensar ao mesmo tempo que vemos, pensar para poder montar o quebra-cabeça de 125 minutos jogado ao ar e criar uma história realmente concisa.
Paralelamente, 3 vidas seguem indiferentes umas as outras: Há primeiramente Paul Rivers (Sean Penn), um ex-professor de matemática que está a beira da morte, pois já está há meses na fila de um transplante de coração. Sua mulher, Mary Rivers (Charlotte Gainsbourg) está nervosa pois seu maior desejo e ter um filho do marido antes que ele faleça, então prepara uma inseminação artificial completa sem ao menos saber do desejo do companheiro.
Ao mesmo tempo temos Cristina Peck (Naomi Watts), casada com um homem maravilhoso e com duas belas filhas resultantes do matrimônio, uma mulher com um passado obscuro que encobre tudo por debaixo dos panos do casamento. E, do outro lado, há Jack Jordan (Benicio Del Toro), um ex-presidiário que após todos os seus crimes hediondos encontrou uma redenção de sua vida mundana na palavra de Deus. Todas essas 3 vidas são mudadas após um acidente que cruza o destino de todos.
Ao mesmo tempo temos Cristina Peck (Naomi Watts), casada com um homem maravilhoso e com duas belas filhas resultantes do matrimônio, uma mulher com um passado obscuro que encobre tudo por debaixo dos panos do casamento. E, do outro lado, há Jack Jordan (Benicio Del Toro), um ex-presidiário que após todos os seus crimes hediondos encontrou uma redenção de sua vida mundana na palavra de Deus. Todas essas 3 vidas são mudadas após um acidente que cruza o destino de todos.
A obra é uma adepta da teoria do caos, a partir de uma única ação vidas inteiras são mudadas. No caso, essa teoria é colocada como a palavra de Deus através de uma religião usada para mudar a vida de pessoas como Jack Jordan, que precisam de algo consistente para poder seguir sem cometer seus crimes. E a partir disso algumas das melhores atuações da última década são colocadas na tela. Não há do que reclamar do trio principal. Sean Penn está ótimo, nada menos e muito mais. Convence o público o tempo inteiro. Naomi Watts carrega todo o peso emocional da estória. Sua atuação é poderosa e suas cenas sentimentais são o auge do auge que é o filme. Benicio Del Toro ainda consegue roubar a cena de Watts e coloca toda a sua tensão e lado emocional a posta em seu personagem fervoroso. Bela fotografia e um cenário propício para esta.
No meio do filme (que talvez seria o começo ou então o fim), Sean Penn comenta que a matemática pode decidir vidas inteiras, que os matemáticos buscam colocar os número em todos os lugares possíveis e impossíveis. Qual o verdadeiro peso de uma vida? O verdadeiro peso de um amor? A matemática coloca 21 gramas nessa situação. Dizem que todos perdemos 21 gramas no exato momento de nossa morte. Mas é isso que uma vida pesa mesmo? O filme termina com a reflexão de o quanto você consegue colocar em suas 21 gramas que vai tirar de seu corpo vivo e levar para a morte. Você consegue colocar nas 21 gramas o peso de sua redenção e esquecer que vivo você foi preso inúmeras vezes? Você consegue colocar em suas 21 gramas o peso do amor inexorável sentido em vida, para ser capaz de amar até um pedaço da verdadeira paixão no corpo de outra pessoa? Você consegue colocar sua busca pela vida nos 21 gramas ou neles só cabem a vingança que você buscou, uma vingança cega sem limites?
O questionamento principal do filme é o valor de sua vida. O valor da vida está jogado em cenas desconexas se colocadas em certa ordem, mas coesas se colocadas em outra. E não só o valor da vida, o valor das suas "21 gramas", tiradas de sua vida. O valor do que mais marcou sua vida está carregado em todas as gramas que forem perdidas ao longo da morte. Há uma vida após a morte, é o que Sean Penn mostrou após sair de um estado de "coma", que era sua espera pela morte na fila de transplantes, é o que Naomi Watts mostrou ao continuar amando o que restou de seu marido no corpo de outro, é o que Benicio Del Toro comprovou ao criar duas vidas para seu personagem, antes e depois de Cristo. E o que você leva dessa vida, no caso a vingança, são seus 21 Gramas. O filme não ficaria completo se não fossem as atuações magníficas do trio principal, as melhores das carreiras deles pelo que já pude conferir. Um filme necessário, até demais.
Crítica: Gabriel Neves/Crítica Mecânica
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Oi
Bom dia mundo
Bom dia espelho
Bom dia mãe
Bom dia pai
Bom dia irmão
Bom dia irmã
Bom mesmo
É quando percebemos
Que encontramos alguém
Que torna todos os nossos dias bons
Bom dia beibe.
Bom dia espelho
Bom dia mãe
Bom dia pai
Bom dia irmão
Bom dia irmã
Bom mesmo
É quando percebemos
Que encontramos alguém
Que torna todos os nossos dias bons
Bom dia beibe.
Eça de Queirós
José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de reconhecida importância, de Os Maias e O crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.
osé Maria de Eça de Queirós nasceu em novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, nascido no Rio de Janeiro em 1820, e de Carolina Augusta Pereira d'Eça, nascida em Monção em 1826. O pai de Eça de Queirós, magistrado e par do reino, convivia regularmente com Camilo Castelo Branco, quando este vinha à Póvoa para se divertir no Largo do Café Chinês.
Eça de Queirós foi batizado como filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queirós e de Mãe incógnita» fórmula comum que traduzia a solução usada em casos similares nos registos de baptismo quando a mãe pertencia a estratos sociais elevados.
Uma das teses para tentar justificar o facto dos pais do escritor não se terem casado antes do nascimento deste sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eça não teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça. De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os pais de Eça de Queirós, quando o menino tinha quase quatro anos.
Por via dessas contingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passar para a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em 1900 morreu. Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito. Além do escritor, os pais teriam mais seis filhos.
O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra. Foi juiz instrutor do célebre processo de Camilo Castelo Branco, juiz da Relação e do Supremo Tribunal de Lisboa, presidente do Tribunal do Comércio, deputado por Aveiro, fidalgo cavaleiro da Casa Real, par do Reino e do Conselho de Sua Majestade. Foi ainda escritor e poeta.
Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados avulso na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos em livro, publicado postumamente com o título Prosas Bárbaras.
Em 1866, Eça de Queirós terminou a Licenciatura em Direito na Universidade de Coimbra e passou a viver em Lisboa, exercendo a advocacia e o jornalismo. Foi director do periódico O Distrito de Évora. Porém continuaria a colaborar esporadicamente em jornais e revistas ocasionalmente durante toda a vida. Mais tarde fundaria a Revista de Portugal
Em 1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente (de 23 de outubro de 1869 a 3 de janeiro de 1870), em companhia de D. Luís de Castro, 5.º Conde de Resende, irmão da sua futura mulher, D. Emília de Castro, tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez: os jornais do Cairo referem «Le Comte de Rezende, grand amiral de Portugal et chevalier de Queirós». Visitaram, igualmente, a Palestina. Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1871, foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino.
Em 1870 ingressou na Administração Pública, sendo nomeado administrador do Concelho de Leiria. Foi enquanto permaneceu nesta cidade, que Eça de Queirós escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, publicada em 1875.
Tendo ingressado na carreira diplomática, em 1873 foi nomeado cônsul de Portugal em Havana. Os anos mais produtivos de sua carreira literária foram passados em Inglaterra, entre 1874 e 1878, durante os quais exerceu o cargo em Newcastle e Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, como A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Manteve a sua actividade jornalística, publicando esporadicamente no Diário de Notícias, em Lisboa, a rubrica «Cartas de Inglaterra». Mais tarde, em 1888 seria nomeado cõnsul em Paris.
Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.
Aos 40 anos casou com Emília de Resende, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria.Morreu em 16 de Agosto de 1900 na sua casa de Neuilly, perto de Paris. Teve funeral de Estado. Está sepultado em Santa Cruz do Douro.Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925. Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.
Obras
O mistério da estrada de Sintra (1870)
O Crime do Padre Amaro (1875)
A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)
O Primo Basílio (1878)
O Mandarim (1880)
As Minas de Salomão (1885)
A Relíquia (1887)
Os Maias (1888)
Uma Campanha Alegre (1890-91)
O Tesouro (1893)
A Aia (1894)
Adão e Eva no paraíso (1897)
Correspondência de Fradique Mendes (1900)
A Ilustre Casa de Ramires (1900)
A Cidade e as Serras (1901, póstumo)
Contos (1902, póstumo)
Prosas bárbaras (1903, póstumo)
Cartas de Inglaterra (1905, póstumo)
Ecos de Paris (1905, póstumo)
Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, póstumo)
Notas contemporâneas (1909, póstumo)
Últimas páginas (1912, póstumo)
A Capital (1925, póstumo)
O conde de Abranhos (1925, póstumo)
Alves & Companhia (1925, póstumo)
Correspondência (1925, póstumo)
O Egipto (1926, póstumo)
Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, póstumo)
Eça de Queirós entre os seus - Cartas íntimas (1949, póstumo).
Citações
(...) tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Possuía uma fé – o pessimismo, era um apóstolo rico e esforçado; e tudo tentava, com suntuosidade, para provar a verdade de sua fé
Para ensinar ha uma formalidadezinha a cumprir — saber
O riso é a mais útil forma da crítica, porque é a mais acessível à multidão. O riso dirige-se não ao letrado e ao filósofo, mas à massa, ao imenso público anónimo. É por isso que hoje é tão útil como irreverente rir das ideias do passado: a multidão não se ocupa de ideias, ocupa-se das fórmulas visíveis, convencionais das ideias. Por exemplo: o povo em Portugal, nas províncias, não é católico - é padrista: que sabe ele da moral do cristianismo? da teologia? do ultramontanismo? Sabe do santo de barro que tem em casa, e do cura que está na igreja.
Os que sabem dar a verdade à sua pátria não a adulam, não a iludem, não lhe dizem que é grande, porque tomou Calicute; dizem-lhe que é pequena porque não tem escolas. Gritam-lhe sem cessar a verdade rude e brutal. Gritam-lhe: tu és pobre, trabalha! tu és ignorante, estuda!, tu és fraca, arma-te!
Houve um filósofo que deixou aos infelizes esta máxima: Se a tua dor te aflige, faz dela um poema.
Na arte, quando forte fina e superior, a simplicidade resulta sempre de um violento esforço. Não se coordena com clara inteligência uma concepção, não se atinge uma expressão fácil, concisa e harmoniosa, sem longas e tumultuárias lutas em que arquejam juntos, espírito o vontade.
Esse mal incurável que é a sua Alma
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Regina Spektor
Regina Spektor, ou Регина Спектор, no alfabeto cirílico (Moscou, 18 de Fevereiro de 1980), é uma cantora, compositora e pianista russa radicada nos Estados Unidos. Sua música é associada ao cenário antifolk de Nova Iorque localizado no East Village.
Primeiros anos
Regina Spektor nasceu em Moscou, ainda na extinta União Soviética, numa família de músicos: seu pai, um fotógrafo, era também um violinista amador, e sua mãe era uma professora de música da Universidade de Música Russa (agora ela leciona em uma escola pública em Mount Vernon, Nova Iorque)
Regina aprendeu a tocar piano praticando em um "Petrof" que sua mãe havia recebido de seu avô. Ela também conviveu com a música de bandas de rock como The Beatles, Queen, e The Moody Blues graças a seu pai, que trouxe cassetes da União Soviética. A família deixou o país em 1989, quando Regina tinha nove anos, durante o período da Perestroika, quando era permitido que os cidadãos judeus emigrassem. Nessa ocasião, Regina teve que deixar seu piano para trás. A importância dos estudos de piano fez com que seus pais pensassem duas vezes antes de sair do país, mas por razões políticas e religiosas decidiram fazê-lo.
Viajando primeiro para a Áustria e depois para a Itália, sua família se estabeleceu no Bronx, em Nova Iorque, onde Regina se formou na SAR Academy, uma escola yeshiva de médio porte. Ela então, cursou dois anos na Frisch School e outros dois na Fair Lawn High School, onde terminou seus estudos.
Regina no começo se interessava apenas por música clássica, mas depois passou a se interessar também por hip hop, rock, e punk.
Começando como compositora
Em Nova Iorque, Regina estudou piano clássico com Sonia Vargas, um professora da Escola de Música de Manhattan.Onde foi declarada superdotada, Regina estudou com Vargas—a qual seu pai conheceu por meio do violinista Samuel Marder, marido de Vargas—até fazer 17 anos. Apesar de sua família não ter podido trazer seu piano da Rússia, Regina achou um piano no porão de sua Sinagoga, e também praticava em cima da mesa e outras superfícies.
Originalmente, Regina se interessava apenas em música clássica, porém, mais tarde se interessou também por hip hop, rock e punk. Regina sempre fazia músicas em casa, mas passou a se interessar por um estilo mais formal de compor suas músicas durante sua visita a Israel pelo Instituto Nesiya na adolescência, quando atraiu a atenção de outras crianças na viagem devido às músicas que fez enquanto estava caminhando. Foi então que ela se deu conta de que tinha aptidão para compor músicas.
Depois dessa viagem ela viu o trabalho de Joni Mitchell, Ani DiFranco, e outros cantores-compositores, que encorajaram sua crença de que poderia fazer suas próprias músicas. Ela escreveu sua primeiras músicas A Cappella por volta dos dezesseis anos, e suas primeiras músicas com voz e piano com quase dezoito.
Regina completou o programa de Composição de Estúdio de quatro anos do Conservatório de Música no Colégio Purchase em apenas três anos, recebendo as honras em 2001. Nessa mesma época, ela trabalhou por pouco tempo numa fazenda de borboletas em Luck, Wisconsin, e estudou em Tottenham, Inglaterra por um semestre.
Ela gradualmente ganhou reconhecimento através de suas performances no cenário do Antifolk na cidade de Nova Iorque, mais especificamente no East Village's Sidewalk Cafe, e também no Living Room, Tonic, Fez, o Knitting Factory, e a Galeria CB. Ela vendeu cd's produzidos independentemente em suas performances durante esse período:11:11 (2001) e Songs (2002).
Discografia
Álbuns
Demo Cassette (1999) (Não Lançado)
11:11 (2001) (Independente)
Songs (2002) (Independente)
Soviet Kitsch (2003/2004) (Independente/Shoplifter/Sire)
Begin to Hope - Duplo (2006) (Sire)
Far (2009) (Sire)
Regina Spektor Live in London (2010)
What We Saw from the Cheap Seats (2012)
EP's
Live at Bull Moose EP (2005)
Live in California 2006 EP (2007)
Live from Soho EP (2009)
Onde baixar os discos
Fonte: Wikipidea e Alguns Sons
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